O desembargador Roberto Apolinário de Castro, integrante do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), causou forte repercussão entre seus pares após publicar imagens em que aparece segurando e apontando uma arma longa. A atitude gerou incômodo imediato em magistrados e servidores do órgão estadual.
Possível denúncia ao Conselho Nacional de Justiça
Diante das publicações feitas no Instagram, membros do Judiciário mineiro avaliam formalizar uma representação contra o magistrado nos órgãos de fiscalização, incluindo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria-Geral de Justiça do tribunal. Procurado pela imprensa, o TJMG preferiu não se manifestar sobre a polêmica, enquanto o CNJ informou que nenhum procedimento havia sido aberto até o fechamento da apuração.
Defesa do magistrado e regularização
Em nota oficial, Roberto Apolinário de Castro argumentou que atua como atirador desportivo, possui autorização para porte de arma e mantém todo o equipamento devidamente regularizado. O desembargador também rebateu a classificação do armamento como metralhadora, reforçando que a identificação técnica deve seguir rigorosamente a documentação oficial.
Esclarecimentos sobre o local das fotos
O juiz esclareceu que os registros com a carabina tática Taurus calibre .40, acompanhada de carregadores sobre uma mesa, foram feitos em sua residência durante um momento particular, negando qualquer ligação com as dependências do tribunal.
O magistrado ainda sustentou que a postagem em perfil pessoal não configura falta funcional e defendeu a separação entre sua vida privada, pautada pela legalidade, e sua atuação profissional na 4ª Câmara Cível do TJMG, onde atua desde dezembro de 2023 após ingressar na carreira em 1995.