As estatais federais voltaram a registrar saldo negativo e fecharam o mês de setembro com um déficit de R$ 3,4 bilhões, conforme revelado pelo Banco Central (BC) no Boletim de Estatísticas Fiscais divulgado nesta quinta-feira. A nova cifra interrompe a trajetória positiva observada em agosto, quando o setor havia apresentado superávit.
Balanço acumulado do ano
Com o resultado desfavorável do nono mês do ano, o acumulado de 2026 das empresas estatais federais chegou a um déficit de R$ 11,4 bilhões. A maior parte dessa pressão fiscal ocorreu no início do período, com destaque para janeiro, mês que sozinho concentrou um resultado negativo de R$ 3,33 bilhões.
Desempenho mensal das contas
O histórico mensal divulgado pelo Banco Central demonstra oscilações ao longo do ano. O saldo negativo esteve presente em quase todo o período, exceto no mês de agosto:
Evolução mês a mês
Janeiro registrou R$ -3,33 bilhões, seguido por fevereiro com R$ -829 milhões e março com R$ -249 milhões. Em abril, o déficit foi de R$ 1,53 bilhão, enquanto maio marcou R$ -27 milhões e junho somou R$ -1,84 bilhão. O mês de julho fechou com R$ – 476 milhões negativos, antes da reversão temporária em agosto, que teve superávit de R$ 1,76 bilhão, antecedendo a alta de R$ 3,4 bilhões em setembro.
Vale ressaltar que o indicador do BC exclui gigantes do mercado como Petrobras e Eletrobras, focando majoritariamente em companhias dependentes ou que enfrentam maior vulnerabilidade financeira. No cenário macroeconômico mais amplo, o setor público consolidado do Brasil apresentou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro de 2026, enquanto a dívida bruta do país alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 11,1 trilhões.