O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), abriu o pregão desta quinta-feira (29/10) em 170 mil pontos, registrando uma variação negativa de 0,16%. O movimento de retração ocorre após o indicador encerrar as negociações da última quarta-feira (28/10) com uma queda expressiva de 2,68%, fechando aos 171 mil pontos.
Impacto da decisão do Fed nos Estados Unidos
No cenário internacional, o mercado financeiro repercute a recente decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos (EUA), sobre a taxa básica de juros norte-americana. Na quarta-feira, o Fed decidiu manter os juros no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, um desfecho que já era amplamente aguardado pelos investidores.
Influência no fluxo de capitais estrangeiros
A manutenção dos juros nos EUA impacta diretamente o fluxo internacional de capitais. Taxas elevadas tornam os títulos públicos norte-americanos mais atrativos, o que pode reduzir o interesse do capital estrangeiro por ativos de maior risco, a exemplo das ações negociadas em países emergentes.
Cenário político e fiscal no Brasil
Em território nacional, a atenção dos investidores continua voltada para os desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mercado aguarda definições concretas sobre a composição da futura equipe econômica para o novo mandato e quais medidas serão adotadas para o controle das contas públicas.
Desde o resultado das urnas, a Bolsa brasileira acumula perdas acentuadas. Na segunda-feira (26/10), marcando o primeiro pregão após o pleito, o Ibovespa despencou 13,88%, o que levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo regulatório que paralisa temporariamente as negociações em momentos de volatilidade extrema.