A criação da Comenda de Mérito Charlie Kirk na Câmara Municipal de Goiânia avançou nesta quinta-feira (29) após ser aprovada em primeira votação pelos parlamentares da Casa. A autoria da proposta é do vereador Igor Franco (Podemos), que justificou o projeto como uma forma de valorizar o espectro político de direita na capital.
Justificativa e defesa da homenagem
O parlamentar argumentou que a iniciativa busca reconhecer cidadãos que seguem princípios tradicionais. “Apresentei essa proposta para poder dar honra às pessoas que defendem os valores conservadores, os valores cristãos… A comenda tem esse intuito.”, declarou o autor da matéria, acrescentando que o ativista faleceu no ano passado em decorrência de sua atuação política.
Diante de questionamentos sobre controvérsias associadas ao norte-americano, o vereador rebateu as críticas classificando-as como “Polêmica na ótica de alguns.” Além disso, o político rejeitou rótulos de preconceito contra o influenciador e destacou que o Legislativo municipal costuma deliberar sobre pautas de matizes ideológicas variadas.
Tramitação e oposição ao projeto
O texto recebeu votos contrários dos vereadores Fabrício Rosa (PT) e Aava Santiago (PSB). Antes de retornar ao plenário para a votação definitiva em segundo turno, o projeto passará pela análise da Comissão de Cultura da Casa.
De acordo com o texto oficial, a honraria será entregue anualmente a figuras públicas, entidades e lideranças que atuem na preservação da liberdade individual e de preceitos éticos e democráticos. Atualmente, o Legislativo goianiense conta com mais de 75 medalhas e títulos semelhantes em seu catálogo.
Histórico do homenageado
O influenciador estadunidense integrava a organização Turning Point USA, coletivo de destaque na mobilização de eleitores jovens em favor do presidente Donald Trump. A trajetória do ativista também foi marcada por controvérsias públicas envolvendo comentários sobre minorias e questões raciais.
Em 2020, ele utilizou o termo “escória” para se referir a George Floyd, homem negro assassinado por um policial em Minneapolis. Anos mais tarde, em 2023, voltou a polemizar ao declarar que “Negros que vagam por aí por diversão atacam pessoas brancas.” O ativista morreu aos 31 anos, em setembro do ano passado, após ser baleado durante um evento na Utah Valley University, situada na cidade de Orem, no estado norte-americano de Utah.