O pastor Silas Malafaia enviou uma mensagem a aliados pelo WhatsApp na quarta-feira, 28 de outubro, na qual classificou os herdeiros do ex-presidente Jair Bolsonaro como “jumentos” e “amadores babacas”. Os ataques ocorreram após a repercussão da divulgação de uma carta polêmica assinada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Críticas duras à estratégia política do clã
Na comunicação, o líder religioso reprovou tanto o teor do documento quanto os conselhos políticos seguidos pela família. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor, conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo.
A reação do religioso foi motivada por um texto publicado originalmente por Flávio Bolsonaro, no qual o parlamentar se autointitulava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e colocava o processo eleitoral sob suspeita, sem apresentar provas de fraude. Diante da forte repercussão negativa, o senador recuou e publicou uma nova versão substituindo o termo por “líder do Brasil”, além de realizar outras modificações no conteúdo.
Alegação sobre Donald Trump
Ainda na mesma mensagem de texto, o pastor mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o líder norte-americano teria rompido o respaldo ao senador brasileiro após os episódios recentes.
“Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”, acrescentou o religioso no aplicativo de mensagens.
Histórico de alianças e silêncio dos envolvidos
As declarações ganham relevância pelo longo histórico de proximidade entre Malafaia e o grupo político. O pastor consolidou-se como um dos maiores cabos eleitorais da família no segmento evangélico e já havia declarado público respaldo a pretensões presidenciais de Flávio Bolsonaro.
Questionado pela imprensa sobre o teor do vazamento, o pastor adotou tom evasivo e respondeu: “Eu não tenho mais nada para falar. Não tem nada que falar não, amigo.” Até o momento da divulgação dos fatos, nenhum dos filhos do ex-presidente havia se manifestado publicamente a respeito das duras críticas proferidas pelo aliado.