Trump afirma que falará com Lula e relata pedido de neutralidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que pretende manter uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma ocasião, o republicano fez novas críticas à condução do processo eleitoral no Brasil, marcando a quinta vez que questiona o resultado do pleito.

Críticas ao processo eleitoral e pedido de neutralidade

Durante sabatina, ao ser questionado se pretendia telefonar para cumprimentar o petista pela vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL), o líder norte-americano confirmou a intenção do diálogo, mas não poupou palavras sobre o pleito: “Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil”, disse.

Questionado diretamente sobre quem enxerga como o vencedor legítimo da disputa presidencial brasileira, o republicano evitou cravar um nome. “Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha”, afirmou, antes de acrescentar: “Bem, o mercado respondeu a isso”.

Impacto na economia e reação dos mercados

O posicionamento de Trump fez menção direta ao clima de instabilidade financeira enfrentado pelo país após o segundo turno. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o encerramento da votação, o Ibovespa despencou 13,88%, registrando sua maior queda diária desde março de 2020.

No mesmo dia, o mercado cambial sentiu o baque com disparada de 8,21% no dólar, que encerrou cotado a R$ 5,40. A volatilidade foi tão intensa que a Bolsa brasileira precisou suspender temporariamente as negociações devido às perdas acentuadas.

Histórico de contestações dos Estados Unidos

Essa sequência de declarações começou logo após a confirmação da vitória de Lula. Na segunda-feira (26), o chefe de Estado norte-americano já havia colocado em dúvida a lisura das urnas, alegando sem evidências que o processo parecia fraudado. Na ocasião, embora tenha enfatizado que gosta de Lula e preza por uma boa relação, ele direcionou críticas à extensão do horário de votação.

Apesar de manter as hostilidades verbais sobre a votação, Trump seguiu sem esclarecer se reconhece formalmente o adversário do petista na disputa ou quando pretende ligar para o Palácio do Planalto.

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