Indicação de Thales Jayme para Festa do Divino causa polêmica em Goiás

A definição do advogado Thales José Jayme como o futuro Imperador da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis para o ano de 2027 gerou forte controvérsia na cidade goiana. A polêmica começou após a circulação de uma carta aberta de repúdio publicada por eleitores e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de outubro.

Carta aberta questiona o papel simbólico da festividade

O documento foi assinado por um grupo que se identifica como “Somos 6.914 pirenopolinos”. No texto, os autores criticam duramente uma declaração atribuída ao vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) nas redes sociais, na qual ele teria comentado em uma postagem com vídeo de manifestação petista: “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”.

Críticas à intolerância política e à união comunitária

Para os signatários do manifesto, a frase demonstra uma banalização da violência direcionada a cidadãos por motivos político-partidários. O grupo argumenta que a figura do Imperador vai muito além de um protocolo cerimonial, representando um símbolo de fé, devoção e harmonia entre todos os habitantes do município.

A importância dos 300 anos de Pirenópolis

A edição de 2027 da tradicional celebração religiosa possui um peso histórico ainda maior, pois marcará o tricentenário de fundação da cidade histórica. Por reunir moradores de diversas classes sociais, raças e ideologias, o manifesto aponta que atitudes intolerantes entram em choque com o propósito da festividade.

“Assim, não há espaço, em seus valores, para manifestações que sugiram violência, intolerância e desrespeito às diferenças”, pontua um trecho do documento divulgado pelos apoiadores do governo federal. O encerramento do texto reforça a identidade plural do município com a frase: “Pirenópolis é terra de fé, cultura, diversidade e tradição”.

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