Binance sofre ataque hacker e perde US$ 6,3 bilhões em criptomoedas

A Binance, reconhecida como a maior plataforma de negociação de criptomoedas global, interrompeu momentaneamente as operações de saque e depósito. A decisão ocorreu na sequência de uma invasão cibernética que resultou na perda estimada de US$ 6,3 bilhões, montante que equivale a cerca de R$ 33 bilhões. O evento, ocorrido na quinta-feira (29), consolida-se como o maior furto já documentado na história do mercado de ativos digitais.

Medidas de contenção e proteção aos usuários

Em nota oficial emitida nesta sexta-feira (30), a administração da corretora comunicou que aproximadamente US$ 3 bilhões dos recursos subtraídos já tiveram a movimentação bloqueada graças ao suporte de aliados da indústria. A companhia garantiu que arcará integralmente com o prejuízo utilizando capital próprio e reservas do Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU), assegurando que o capital dos clientes permanece íntegro.

Origem da invasão cibernética

Os levantamentos preliminares apontam que a brecha de segurança pode ter tido início na vulnerabilidade do computador portátil utilizado por um engenheiro de DevOps. Valendo-se dessa falha, o invasor obteve brecha para ingressar em uma estrutura tecnológica da corporação e efetuar retiradas sem a devida autorização. A organização declarou que não foram identificados indícios de comprometimento das chaves privadas das carteiras virtuais.

Possível envolvimento estrangeiro

Organizações focadas em auditoria de blockchain identificaram paralelos entre esta invasão e investidas passadas associadas a coletivos de hackers vinculados à Coreia do Norte. Apesar disso, a empresa de criptoativos evitou validar a autoria da investida criminosa.

O impacto do incidente gerou uma mobilização em rede no mercado. A Tether comunicou o congelamento de quase US$ 1,6 bilhão em fundos ligados ao episódio, ao passo que a Circle reteve mais de US$ 800 milhões. A corretora informou que mantém cooperação estreita com órgãos de segurança pública e especialistas em inteligência digital para monitorar e reaver os montantes, prometendo a publicação de um laudo técnico minucioso após a finalização da apuração.

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