Gabriel Bortoleto teme problemas de motor da Audi no México

O Autódromo Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, é o palco de um dos maiores desafios técnicos da temporada 2026 da Fórmula 1. Com uma altitude média de 2.240 metros, o ar rarefeito coloca à prova a durabilidade e a eficiência dos motores, especialmente para a equipe Audi. O brasileiro Gabriel Bortoleto admitiu preocupação com o comportamento do carro, principalmente no trecho final da pista.

O desafio da pressão do turbo

Durante as entrevistas que antecederam as atividades de pista, o piloto foi cauteloso ao projetar o desempenho da equipe. Ao ser questionado sobre o impacto das condições extremas no motor, ele preferiu esperar os primeiros testes. “Posso te responder amanhã? Depois dos treinos livres [risos]. Eu não sei. Acho que não vai ser fácil para nós. Especialmente naquele último setor, é super importante manter a pressão do turbo alta. Acho que podemos sofrer um pouco lá”, afirmou.

A altitude elevada reduz a densidade do oxigênio, exigindo que os sistemas de turbo trabalhem em regimes específicos para compensar a perda de potência. Embora a menor resistência do ar possa auxiliar nas retas, Bortoleto acredita que o cenário é complexo. “Acho que [isso] ajuda um pouco. Mas, como você disse, acho que tem muita velocidade baixa no último setor. Vai ser um setor final de primeira marcha, com certeza. E acho que é um dos setores mais devagar porque também precisamos ir muito devagar por causa da altitude e de tudo mais”, explicou.

Preocupação com a dirigibilidade

Além da potência, o brasileiro apontou a dirigibilidade como um fator crítico. A expectativa da Audi é não repetir as dificuldades severas enfrentadas recentemente. “Mas tomara que a gente não sofra tanto quanto sofremos na Malásia e em Singapura com as condições de lá. Acho que devemos sofrer menos aqui”, acrescentou o piloto.

Lições de Singapura e Malásia

Bortoleto relembrou que os problemas técnicos nas etapas anteriores foram além da simples perda de rendimento do motor. “Nós sentimos muito na dirigibilidade, especialmente. Acho que potência foi uma perda grande, mas acho que a dirigibilidade foi um grande tópico para nós. A Malásia foi ruim, mas para mim, especialmente Singapura foi… Acho que tive problemas demais que nós não esperávamos também”, relatou.

O piloto reforçou que a necessidade de manter giros altos em uma pista com pouca carga aerodinâmica torna a condução um desafio adicional. “Não temos muita downforce nesta pista. Então os carros vão super devagar. E aí você quer aplicar potência o mais rápido possível para manter o giro alto. Vai ser complicado. Acho que isso [a menor resistência do ar] vai ajudar um pouco, mas não acho que vá compensar todos os problemas”, avaliou.

Encerrando a análise, o brasileiro classificou o período recente como um dos mais exigentes do ano e espera uma evolução no México. “Acho que foi um fim de semana difícil nesse sentido. Ficou realmente difícil de pilotar, mas tomara que a gente não precise passar por essa situação de novo este ano”, concluiu.

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