O Ministério Público de Goiás (MP-GO) formalizou a denúncia contra o suspeito de espancar com uma garrafa de vidro quebrada a professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos. O crime violento ocorreu no Setor Bueno, na capital goiana, e resultou em acusações por tentativa de homicídio duplamente qualificado, considerando o uso de meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima, além da idade avançada da idosa como agravante.
Detalhes da violência e perseguição prévia
De acordo com a peça acusatória, antes de investir contra a docente, o indivíduo tentou alcançar outro pedestre, que conseguiu escapar ao buscar refúgio na garagem de um edifício. Logo após, o agressor surpreendeu a professora pelas costas. Após derrubá-la, desferiu ao menos 11 socos na face da vítima. A sequência de agressões brutais só cessou com a intervenção de testemunhas que passavam pelo local.
Documentos do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) detalham que a aposentada sofreu quatro perfurações nas costas, um corte profundo no rosto e traumatismo craniano. Na última segunda-feira, 26, a vítima foi submetida a um procedimento cirúrgico facial. O filho da professora informou que ela voltou a apresentar consciência e demonstra sinais de melhora, embora o quadro clínico permaneça grave.
Prisão em flagrante e histórico do suspeito
O ataque aconteceu no dia 18, durante uma caminhada nas imediações da Avenida T-10, sendo capturado por câmeras de segurança. O autor foi identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, morador em situação de rua que não possuía qualquer relação prévia com a vítima. Às autoridades policiais, o suspeito alegou ter escutado vozes celestiais que exigiam o ataque a alguém.
Durante as diligências de fuga, a Polícia Militar interceptou o indivíduo. Como ele desrespeitou a ordem de parada e tentou avançar contra a guarnição, um policial efetuou um disparo na perna do suspeito, que acabou preso em flagrante. O promotor de Justiça responsável pelo caso também requereu a realização de um exame de insanidade mental para analisar a sanidade psíquica do acusado.
Desdobramentos judiciais
Kaio passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. O homem já acumula antecedentes criminais por tráfico de entorpecentes. Questionada sobre a decisão, a Defensoria Pública optou por não se manifestar a respeito do andamento processual. Além da responsabilização penal, o órgão ministerial requereu o pagamento de uma reparação de danos fixada em no mínimo R$ 20 mil para a professora.