EUA apuram envolvimento da Coreia do Norte em megarroubo de criptomoedas

O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar se cibercriminosos vinculados à Coreia do Norte estão por trás da invasão à Binance, maior corretora de criptomoedas do planeta. O ataque resultou no furto de US$ 6,3 bilhões, valor que equivale a aproximadamente R$ 34 bilhões, tornando-se o maior roubo já registrado na história do mercado de ativos digitais.

Pronunciamento oficial na Casa Branca

A confirmação sobre a apuração foi dada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, durante conversa com repórteres nas dependências da Casa Branca, ao ser questionado sobre a suspeita de envolvimento de agentes norte-coreanos no cibercrime.

“Estamos investigando”, disse Trump. Em seguida, fez uma comparação com transações financeiras tradicionais. “Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso”, afirmou o presidente.

Origem do ataque e posicionamentos

A investida criminosa ocorreu na quinta-feira (29.out.2026) e durou cerca de 20 minutos. Antes disso, a plataforma havia anunciado o congelamento de US$ 2,54 bilhões em ativos digitais ao detectar movimentações suspeitas em suas carteiras digitais, conhecidas como hot wallets.

Empresas especializadas no rastreamento de transações em blockchain, como a TRM Labs e a Chainalysis, apontam que hackers ligados ao regime da Coreia do Norte seriam os executores do crime bilionário.

Falha de segurança e investigação interna

Em nota oficial divulgada na sexta-feira (30.out.2026), a corretora informou que o levantamento preliminar indica que a brecha pode ter tido início em um computador portátil comprometido pertencente a um de seus engenheiros. Essa falha teria concedido ao invasor acesso a um dos sistemas da companhia para a realização dos saques não autorizados.

A empresa acrescentou no comunicado que foram identificados “pontos adicionais de violação”. Por sua vez, a diretoria da plataforma havia declarado nas primeiras horas da sexta-feira que a autoria do crime ainda não estava definida.

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