Acidentes de moto disparam e somam 3,4 mil vítimas no Hugol

O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), situado em Goiânia, prestou socorro a 3.453 pessoas feridas em desastres com motocicletas no intervalo entre janeiro e setembro de 2026. O balanço revela um crescimento de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando 3.042 ocorrências do tipo entraram na unidade. Os dados oficiais foram tornados públicos pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) na quinta-feira (29).

Impacto das ocorrências de trânsito na rede pública

De acordo com o levantamento, os incidentes envolvendo motos representaram 72,5% de todos os casos de trânsito acolhidos pelo hospital nos primeiros nove meses deste ano. No total, a instituição recebeu 4.762 vítimas viárias até setembro de 2026, avançando 12,7% frente às 4.224 registradas no ano anterior. Já os demais episódios sem motocicletas passaram de 1.182 para 1.309 atendimentos, registrando alta de 10,7%.

Riscos e gravidade dos ferimentos

A gravidade dos impactos sofridos pelos condutores foi detalhada por Rayza Santos Pires, clínica-geral e gerente médica de Urgência e Emergência do Hugol. “Os acidentes podem provocar múltiplas fraturas, traumatismos cranianos, lesões internas e hemorragias”, afirmou a médica ao destacar que a complexidade dos casos exige atendimento multidisciplinar e pode resultar em sequelas duradouras.

Principais causas apontadas pela equipe médica

A unidade hospitalar destacou que o excesso de velocidade, o uso de telefone celular e a ingestão de álcool antes de pilotar lideram as causas das ocorrências. Além disso, a falta de proteção e a vulnerabilidade do corpo durante colisões elevam drasticamente a probabilidade de traumas severos.

Diante do cenário e da proximidade do feriado prolongado de Finados em 2 de novembro, a direção do hospital intensificou os alertas de segurança viária. As autoridades recomendam a checagem mecânica prévia, o respeito à sinalização, o uso obrigatório de capacetes adequados e a adoção rigorosa da direção defensiva para evitar novas tragédias nas vias.

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