Dois cidadãos chineses receberam pena de 30 meses de prisão em regime fechado na última sexta-feira (30.out.2026) devido a crimes de espionagem nos Estados Unidos. Liren “Ryan” Lai, de 40 anos, e Yuance Chen, de 39 anos, cumprirão ainda três anos de liberdade supervisionada depois de admitirem culpa por agirem a serviço do governo chinês em solo norte-americano.
Fim de uma rede clandestina de inteligência
A sentença encerra oficialmente uma investigação de segurança nacional que se estendeu por mais de quatro anos. Conforme os registros da Justiça, Lai e Chen iniciaram as atividades ilícitas sob diretrizes do MSS (Ministério da Segurança do Estado) da China em maio de 2021, tendo o esquema interrompido em junho de 2025 com a prisão e o indiciamento pela Justiça federal.
Alvos militares e recrutamento ilegal
A dupla recopilou dados estratégicos sobre tropas e instalações das Forças Armadas dos EUA para o serviço secreto de Pequim. As ações envolveram o repasse de pagamentos em dinheiro vivo em troca de segredos de Estado, além de tentativas frustradas de aliciar militares norte-americanos para o esquema de espionagem.
Atuação do MSS e investigações do FBI
O MSS atua como a principal agência de inteligência civil de Pequim, gerenciando missões externas e contrainteligência. O Departamento de Justiça dos EUA detalhou que Lai foi o responsável por alistar Chen na conspiração, servindo inicialmente como ponte com os oficiais chineses antes que o parceiro passasse a receber diretrizes diretas do ministério.
O monitoramento incluiu registros fotográficos da Base Naval de Kitsap, situada em Bremerton, no Estado de Washington, além de cliques de marinheiros e recrutas em uma unidade de alistamento da Marinha na Califórnia. Chen também obteve registros pessoais de um servidor naval e dados biográficos de fardados que figuravam como potenciais alvos de cooperação com a rede estrangeira.
A captura da dupla ocorreu em 27 de junho de 2025 por agentes do FBI, resultando em acusações formais de um grande júri federal dias depois. Lai confessou os crimes em dezembro de 2025, enquanto Chen admitiu a culpa em fevereiro de 2026, respondendo por conspiração e atuação ilegal como agentes estrangeiros sem o devido registro legal perante o governo dos EUA.