O presidente da legenda Yashar, Gadi Eisenkot, anunciou neste sábado, 31, as condições necessárias para a criação de um novo gabinete ministerial israelense, na sequência do pleito ocorrido na terça-feira 27. O político opositor divulgou uma lista com quatro exigências obrigatórias para potenciais aliados dispostos a integrar a futura administração.
Critérios para adesão ao governo
De acordo com nota oficial emitida após a contagem dos sufrágios, a meta de Eisenkot consiste na estruturação de uma aliança sionista abrangente, fundamentada no senso de dever estatal. “Qualquer parlamentar disposto a subscrever esses princípios é um potencial parceiro na formação de um novo governo que seja bom para Israel”, declarou Eisenkot. “As portas do governo que formarmos estarão abertas a qualquer representante eleito que aceite esses princípios e esteja preparado para estar à altura das circunstâncias.”
Exigências programáticas
As diretrizes impostas pelo líder da oposição englobam o reconhecimento de Israel como um Estado judeu, democrático, liberal e igualitário, além da fidelidade aos ideais da Declaração de Independência. O programa também exige a convocação obrigatória para o serviço militar, nacional ou civil de toda a população, juntamente com a classificação formal do Hamas como grupo terrorista e a promessa de aniquilar seu poderio bélico e administrativo na Faixa de Gaza.
Cenário político pós-eleitoral
Durante o processo eleitoral, o bloco governista encabeçado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu — integrado pelas legendas Likud, Shas, UTJ, RZP e Otzma Yehudit — assegurou 53 assentos no parlamento. Anteriormente, Netanyahu sustentava uma maioria de 63 cadeiras no Knesset.
Por sua vez, o agrupamento oposicionista encabeçado por Eisenkot, composto por Yashar, B’Yachad, Democratas e Yisrael Beiteinu, garantiu 48 vagas, enquanto as siglas árabes totalizaram 19 mandatos. Para alcançar o poder no parlamento israelense, composto por 120 deputados, é exigido o respaldo mínimo de 61 parlamentares.
Na quarta-feira 4, o presidente israelense, Isaac Herzog, escutará as propostas de ambas as facções para decidir qual delas receberá a incumbência inicial de articular a nova coalizão. O grupo selecionado disporá de um prazo inicial de 28 dias, passível de extensão por mais 14 dias, para concluir a tarefa.