Polícia prende principal receptador de celulares roubados no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) efetuou a prisão, na última quinta-feira (29/10), do apontado como o maior receptador de aparelhos telefônicos subtraídos no estado. A captura ocorreu em Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, marcando um avanço significativo nas investigações contra uma rede criminosa especializada em assaltos e fraudes financeiras.

Operação policial em Duque de Caxias

O suspeito foi encontrado em sua própria residência, local onde os agentes apreenderam aproximadamente 30 telefones celulares, uma arma de fogo, munições e diversos itens comprados ilegalmente com os dados das vítimas. Entre os materiais confiscados estavam três televisores, dois aparelhos de ar-condicionado, bebidas alcoólicas e mercadorias adquiridas por meio de cartões bancários clonados.

Investigação e modus operandi

O caso começou a ser desvendado pela 15ª Delegacia de Polícia (Gávea) após o registro de um pico nos crimes cometidos nas imediações do Túnel Rafael Mascarenhas, na Zona Sul, principalmente em momentos de congestionamento no trânsito. A partir da análise de câmeras de segurança e do rastreamento de transações financeiras ligadas a um assalto ocorrido em 25 de outubro, a polícia conseguiu mapear a atuação da quadrilha.

Esquema de compra e fraude

De acordo com os levantamentos policiais, o indivíduo preso funcionava como o destino final dos itens subtraídos, oferecendo valores entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por unidade, dependendo do modelo do equipamento e da disponibilidade da senha de acesso. Com o controle dos dispositivos, a organização criminosa invadia sistemas bancários para efetuar transferências e compras. As autoridades já identificaram um segundo envolvido, apontado como o fornecedor de armas e recrutador de assaltantes, cuja prisão preventiva já foi solicitada à Justiça.

Até o momento, dez vítimas tiveram seus bens identificados pela polícia, que segue trabalhando para devolver os itens aos donos. O detido foi autuado em flagrante por roubo qualificado, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa e receptação, enquanto as ações continuam no âmbito da Operação Rastreio, iniciativa que já soma mais de 13,5 mil telefones recuperados e quase mil prisões no estado.

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