Rio de janeiro tem salto de sete vezes em diagnósticos de mpox

A cidade do Rio de Janeiro contabilizou 74 casos de mpox nos últimos dois meses, um volume que representa um salto de sete vezes na comparação com o mesmo período de 2025. As informações foram divulgadas pelo Observatório Epidemiológico do município, apontando que o avanço da infecção viral ocorreu de maneira expressiva entre o início da primavera e o mês anterior.

Setembro concentra o pico de infecções na capital

De acordo com os registros oficiais, o mês de setembro respondeu pelo maior volume de ocorrências, totalizando 45 confirmações da doença. Já em outubro, o monitoramento contabilizou outras 29 infecções. Juntos, os dois meses somam 74 registros, enquanto o mesmo intervalo do ano passado havia marcado apenas dez ocorrências.

Transmissão e principais sintomas da doença

A mpox é uma enfermidade viral provocada por um agente do gênero Orthopoxvirus. A disseminação do vírus acontece primordialmente por meio do contato direto com feridas na pele, fluidos orgânicos e secreções respiratórias durante interações próximas e prolongadas, inclusive relações sexuais.

Manifestações clínicas e diagnóstico

Entre os sinais mais recorrentes estão febre, indisposição, mialgia, inchaço nos gânglios linfáticos e o surgimento de erupções cutâneas que passam por vários estágios até virarem crostas. Essas feridas podem surgir em diferentes partes do corpo e funcionam como o principal indício para a suspeita médica. A detecção precoce é fundamental para determinar o isolamento do paciente, conter a propagação e assegurar o suporte médico correto.

No âmbito da prevenção, o Ministério da Saúde orienta que a vacinação pré-exposição seja direcionada a grupos com maior vulnerabilidade a formas graves, como homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais vivendo com HIV, além de profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus. O imunizante também é aplicado em quem teve contato de médio ou alto risco com pessoas infectadas, devendo ser administrado em até quatro dias da exposição ou em até duas semanas na ausência de sintomas.

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