Neste sábado, 31, Isa Casahuga, jovem com dupla nacionalidade brasileira e espanhola, divulgou um vídeo nas redes sociais no qual pede desculpas por um poema que zombava do falecimento do ativista norte-americano Charlie Kirk. A retratação também foi direcionada aos entes queridos do fundador da Turning Point USA e ao ativista Christian Collins, presente no evento universitário onde os versos foram recitados.
Repercussão e declaração de arrependimento
O episódio ganhou grande visibilidade após Christian Collins compartilhar as imagens do evento em 27 de outubro. Inicialmente, ao ser interpelada por Collins sobre a leitura, a estudante havia afirmado que estava satisfeita com sua atitude e chegado a fazer provocações. No entanto, no material de desculpas, a autora do poema mudou o tom e atribuiu sua reflexão à própria fé e aos princípios que diz seguir.
“Não há nada de aceitável ou engraçado na violência política, e muito menos na perda da vida de uma pessoa”, afirmou Casahuga na gravação divulgada nas redes sociais.
O contexto do crime e da apresentação
O assassinato de Charlie Kirk ocorreu em 10 de setembro de 2025, após o ativista ser atingido por um tiro no pescoço. Dias depois, em 23 de setembro, a estudante participou do programa Pick Up the Mic, na Universidade do Texas em San Antonio (UTSA). A iniciativa promove debates acadêmicos sobre assuntos polêmicos, como religião, aborto e pautas feministas.
Durante a intervenção no campus, a jovem utilizou o codinome Pamper Baby e interpretou versos que faziam menção direta ao ferimento fatal no pescoço de Kirk, além de debochar de sua morte e de suas antigas posições contrárias à vacinação. Antes de iniciar a leitura, ela declarou publicamente que se sentia culpada por ser imigrante e por ter feito uso de uma pílula do dia seguinte.
Posicionamento da instituição de ensino
Diante da repercussão do caso, a administração da Universidade do Texas em San Antonio comunicou que está analisando o ocorrido. O sistema universitário reforçou que condena veementemente qualquer forma de apologia à violência ou ameaças cometidas por membros de sua comunidade acadêmica, assegurando que o episódio será tratado com o rigor previsto na legislação vigente.