Moradores retirados de Oleshky, município ucraniano sob ocupação russa, chegaram neste sábado, 31, a uma área administrada pelo governo da Ucrânia. A ação humanitária aconteceu em meio a um cessar-fogo negociado com a intermediação direta da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.
Operação humanitária e rota de fuga
O trajeto dos civis começou na sexta-feira, 30. Os moradores deixaram a cidade em ônibus, cruzando o território da Rússia e da Bielorrússia com trechos realizados de avião, antes de finalmente ingressarem na zona controlada por Kiev pela região de Chernihiv, na fronteira com a Bielorrússia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a recepção dos cidadãos e garantiu que todos receberão o suporte necessário. As autoridades locais optaram por não divulgar a quantidade exata de pessoas evacuadas para blindar os moradores que continuam no município e garantir a segurança de próximas operações.
Condições da trégua e destino dos moradores
Situada na província de Kherson, no sul do país e nas proximidades do Rio Dnipro, Oleshky contava com cerca de 24 mil habitantes antes do conflito. Estimativas da Casa Branca apontavam que entre 1,7 mil e 2 mil pessoas continuavam na localidade, a maioria formada por idosos.
Opções oferecidas aos habitantes
Durante a missão, os residentes tiveram a liberdade de decidir se preferiam migrar para regiões sob o domínio ucraniano, seguir para a Rússia ou continuar em Oleshky com o reabastecimento de itens de primeira necessidade e remédios. A suspensão dos confrontos foi planejada para durar até a noite deste domingo, 1º.
Notas divulgadas pela Casa Branca detalham que Melania e sua equipe dialogaram diretamente com autoridades dos dois países para estipular as regras da trégua e viabilizar tanto o trânsito dos civis quanto a distribuição de mantimentos.
Bombardeios e crise energética
Paralelamente ao resgate, o governo ucraniano relatou novos ataques russos que deixaram aproximadamente 280 mil residências sem luz. Cerca de 200 mil clientes foram afetados em Dnipro e arredores, enquanto mais de 80 mil moradias sofreram quedas de energia na região de Kiev.
Conforme o relato oficial, os alvos incluíram uma central de cogeração de energia na capital e quatro subestações na área de Dnipro. Equipes de manutenção foram mobilizadas para tentar normalizar o serviço nas zonas atingidas.