Alunos e simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizam manifestações em diversas capitais brasileiras para celebrar a reeleição do petista ao Palácio do Planalto e repudiar contestação aos resultados eleitorais.
Mobilização nacional convocada pela UNE
Os atos, organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), foram programados em 17 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país, com continuidade prevista para os próximos dias em Salvador e Brasília. A campanha foi batizada de “Brasil com S”, fazendo alusão direta ao brasão utilizado na primeira versão de uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após sua partida para os Estados Unidos.
Contexto político e o resultado das urnas
O senador derrotado publicou um documento no qual se autoproclamava “verdadeiro presidente eleito”, questionando o pleito sem apresentar evidências. Posteriormente, o material passou por modificações, substituindo o emblema histórico pelo atual e alterando sua autodefinição para “líder”, além de alegar perseguição política para justificar sua permanência no exterior.
Desempenho eleitoral e papel da juventude
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a vitória de Lula no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, totalizando 64,3 milhões de eleitores, frente aos 48,21% obtidos pelo adversário, que somou 59,8 milhões de sufrágios, resultando em uma margem de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
A direção partidária destacou o engajamento da juventude na campanha, apontando que “a grande protagonista desta vitória foi a mobilização popular” e ressaltando que os estudantes “estiveram na linha de frente dessa jornada”. A legenda ainda enfatizou que “a virada nasceu das ruas, do trabalho coletivo, da generosidade e da convicção de que o Brasil vale cada esforço”, planejando campanhas de filiação para jovens.
Paralelamente às comemorações com música e dança em locais como a praça Roosevelt, em São Paulo, e o Eixão Norte, em Brasília, os manifestantes também levantaram bandeiras contra a violência direcionada a povos indígenas e criticaram a atuação de membros da família Bolsonaro no exterior.