Fuvest 2027 bate recorde histórico com menor abstenção da USP

A primeira etapa do vestibular da Universidade de São Paulo (USP) marcou um recorde histórico neste domingo (1º). A edição de 2027 da Fuvest contabilizou apenas 6,4% de abstenção, a menor taxa já registrada pelo exame até hoje.

Balanço oficial e presença recorde

O processo seletivo apresentou uma retração de 5% no total de inscritos na comparação com o ano anterior. Contudo, em termos absolutos, a quantidade de estudantes presentes nos locais de prova superou os índices de calendários passados.

“Tivemos a menor abstenção da história para a primeira fase: 6,4% dos candidatos. O exame registrou uma diminuição de 5% no número de candidatos em relação ao ano passado, mas, em números absolutos, tivemos mais pessoas presentes fazendo a prova do que nos anos anteriores”, disse o secretário-geral da USP, Gustavo Ferraz de Campos Monaco.

Ocorrências pelo estado e Fortaleza

Ao analisar a distribuição geográfica da abstenção, o território paulista marcou 7,2% de ausências. Em contrapartida, a capital cearense, Fortaleza, concentrou o maior índice de faltosos entre os municípios participantes, atingindo 9%.

Trabalhos afetados e regras rígidas

A mobilidade urbana na Região Metropolitana de São Paulo gerou transtornos pontuais. Falhas de circulação nas linhas 11-Coral e 7-Rubi dos trens impediram que alguns estudantes chegassem a tempo, com atrasos de aproximadamente cinco minutos após o fechamento dos portões.

“Houve um problema em Mogi das Cruzes, devido a uma ocorrência na Linha Coral. Os candidatos chegaram entre cinco e seis minutos depois do fechamento dos portões. Não reabrimos os portões em hipótese alguma e não haverá reaplicação das provas”, disse o secretário-geral da USP, Gustavo Ferraz de Campos Monaco.

Atendimentos médicos em Ribeirão Preto

Outro ponto que chamou a atenção da organização ocorreu no interior paulista. Na cidade de Ribeirão Preto, vários vestibulandos precisaram de socorro médico e foram transferidos para unidades hospitalares devido a quadros de mal-estar intestinal.

“Tivemos casos de atendimento médico e de encaminhamento a hospitais em razão de crises de vômito. O número foi bastante alto em comparação com anos anteriores. Não sei se são problemas de infecção decorrentes de alimentos ou água, porque os casos foram registrados em locais específicos e os casos de vômito ficaram concentrados na cidade de Ribeirão Preto”, afirmou o secretário-geral da USP, Gustavo Ferraz de Campos Monaco.

Apesar dos contratempos pontuais com o transporte sobre trilhos e os episódios de saúde no interior, a avaliação geral da fundação foi positiva, consolidando uma participação expressiva dos concorrentes nas salas de prova de todo o país.

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