Embora a popularização da inteligência artificial esteja fortemente ligada a ferramentas de conversação online, a tecnologia já ultrapassou as telas dos navegadores para se integrar diretamente ao hardware de consumo. Fabricantes globais têm apostado em chips dedicados e sensores avançados para criar ecossistemas que antecipam necessidades, automatizam tarefas domésticas e otimizam a produtividade diária.
Eletrodomésticos e telas inteligentes para o lar
A automação residencial atingiu um novo patamar com a inclusão de visão computacional em aparelhos tradicionais. Um exemplo expressivo é a geladeira Samsung Bespoke AI RF29D, equipada com o recurso AI Vision Inside e quatro portas. O sistema usa uma câmera interna para mapear os alimentos guardados, organizar listas de compras e, por meio do ecossistema SmartThings Food, recomendar pratos com o que está disponível. O modelo ainda traz uma tela tátil de 32 polegadas na porta para anotações e multimídia, somando 809 litros de capacidade.
No setor de entretenimento, televisores como a LG OLED evo AI C6 operam com processamento invisível aos olhos do espectador comum. Dotada do chip Alpha 11 AI 4K Gen3, a TV executa técnicas avançadas de upscaling e aprimoramento de cena em tempo real para fontes com resolução abaixo de 4K. O painel OLED suporta HDR (Dolby Vision, HDR10 e HLG), taxa de atualização nativa de 120 Hz e frequência variável (VRR) capaz de atingir até 165 Hz.
Dispositivos vestíveis e assistentes dedicados
O conceito de computação contextual ganhou força com os óculos inteligentes Ray-Ban Meta (Gen 3). Mantendo a clássica armação Wayfarer, o acessório incorpora a tecnologia Meta AI para responder comandos de voz sobre o que o usuário está olhando no momento. Além de tirar fotos com sensor de 12 MP ultra-angular e gravar vídeos em resolução de até 3K a 30 fps, os óculos realizam tradução simultânea e gerenciamento de agenda, oferecendo bateria para até 9 horas de uso e certificação IPX4.
Outro vestível focado em produtividade é o Plaud NotePin, um gravador compacto para fixação na roupa com alcance de captura de três metros e microfones duplos MEMS. O dispositivo grava até 20 horas ininterruptas e aplica modelos de IA para transcrever áudios em mais de 112 línguas, gerando resumos estruturados de reuniões e palestras com apoio de 64 GB de armazenamento interno.
Já o Rabbit R1 adota uma abordagem totalmente desvinculada dos smartphones convencionais. Equipado com display sensível ao toque de 2,88 polegadas, câmera giratória de 8 MP e conexão 4G LTE, o gadget foi desenhado exclusivamente para navegar no sistema Rabbit OS, executando tarefas digitais e acionando modelos generativos via comandos de voz.
Potência computacional e centrais de automação
Para quem busca poder bruto de processamento local, o notebook MSI Stealth 16 AI+ combina processadores Intel Core Ultra de última geração a placas gráficas dedicadas de alta performance, com suporte a configurações que alcançam a GPU GeForce RTX 5080 e 128 GB de memória RAM DDR5. A máquina traz tela OLED de 16 polegadas (2.560 x 1.600 pixels) a 240 Hz, ideal para rodar modelos locais sem depender totalmente da nuvem.
Por fim, a coordenação de ecossistemas conectados ganha robustez com o SwitchBot AI Hub. O equipamento tem capacidade de processamento neural de 6T para executar algoritmos locais, conseguindo identificar objetos, indivíduos e animais através de até oito câmeras vinculadas. Compatível com o padrão Matter e plataformas como Apple Home, Google Home e Home Assistant, o hub automatiza rotinas domésticas complexas com base na leitura visual em tempo real do ambiente.