Nefrologista Júlio César Barreto morre em Goiânia e família doa órgãos

O nefrologista Júlio César Soares Barreto faleceu aos 57 anos em Goiânia. Conforme comunicado emitido pelos familiares, os órgãos do médico foram doados, mantendo até o último momento o engajamento com a causa dos transplantes que marcou toda a sua vivência profissional. A causa do falecimento não foi divulgada publicamente. O especialista era casado e deixa filhos e netos.

Legado na medicina e transplantes

Formado pela Universidade de Brasília em 1993, Barreto concluiu sua especialização em nefrologia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, vinculado à Universidade de São Paulo. Ele exercia a profissão desde 1998, prestando atendimento a adultos com patologias renais. Em Goiás, integrou os quadros de especialistas em transplante renal do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) e da Santa Casa de Misericórdia, além de prestar serviços na TRS Nefrologia.

Homenagens e reconhecimento institucional

O HGG emitiu nota de pesar exaltando a dedicação do médico aos enfermos e prestando solidariedade aos entes queridos e colegas de profissão. O Cremego e diversas clínicas médicas também manifestaram luto. Ao longo da carreira, o profissional integrou equipes credenciadas pelo Ministério da Saúde e chegou a receber uma comenda da Assembleia Legislativa goiana pelos serviços prestados à saúde pública.

Atuação na conscientização

Além dos procedimentos cirúrgicos e clínicos, o nefrologista dedicava parte de sua rotina a orientar pacientes e a participar de campanhas educativas. Ele defendia que a avaliação para procedimentos de transplante ocorresse de forma precoce, argumentando que faixas etárias avançadas ou a patologia original não deveriam ser barreiras automáticas para a inclusão na fila de espera.

Amigos e colegas também prestaram diversas homenagens nas redes sociais, destacando sua paixão pelo esporte — como as partidas de tênis — e seu perfil generoso e atencivo com pacientes e companheiros de trabalho. A partida só terminava no último ponto, relembrou uma colega de quadra, exaltando o entusiasmo e o legado deixado pelo médico.

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