Papa Leão XIV quer trégua na Ucrânia como base para a paz

O papa Leão XIV afirmou neste domingo (1º) que a cooperação entre a Rússia e a Ucrânia para implementar um cessar-fogo na cidade de Oleshky, atualmente sob ocupação de Moscou, pode pavimentar o caminho para entendimentos de paz mais abrangentes na região.

Acordo humanitário intermediado pelos Estados Unidos e Vaticano

Firmado em 23 de outubro, o acordo de trégua na cidade ucraniana foi viabilizado com a mediação da primeira-dama americana, Melania Trump, e contou com a participação direta do pontífice. O objetivo principal da medida é garantir a distribuição de suprimentos essenciais e a retirada de civis de uma área fortemente afetada pelos combates e marcada por severa escassez de remédios e comida.

“Uma operação humanitária foi realizada para ajudar a população civil na cidade de Oleshky. Espero que a cooperação entre as partes, que tornou possível este necessário gesto humanitário, fortaleça a sua vontade de dialogar e conduza a novas iniciativas concretas para a paz“, disse o papa Leão XIV durante a sua oração de domingo.

Próximos passos e articulações diplomáticas

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que as equipes de negociação devem se encontrar para novas rodadas de conversas ainda no início de novembro, buscando avançar nas tratativas para encerrar o conflito armado.

Diálogo direto com os líderes

As articulações do líder católico ocorreram após conversas mantidas com Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, em 16 de outubro. De acordo com o Kremlin, Putin manifestou apoio à proposta do Vaticano voltada ao auxílio de civis na localidade conflagrada e confirmou disposição para colaborar.

Apesar dos esforços da liderança católica, o ministro das Relações Exteriores do Vaticano, o arcebispo Paul Gallagher, ponderou na última terça-feira (27) que, embora o pontífice tenha dialogado com os chefes de Estado recentemente, a Santa Sé não teve uma atuação direta na articulação da trégua de seis dias firmada entre os governos.

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