Família autoriza doação de órgãos de engenheiro morto em Santos

Os parentes do engenheiro ambiental Marcelo Oliveira Rocha, de 28 anos, decidiram autorizar a captação de seus órgãos após a confirmação de sua morte cerebral. O jovem foi brutalmente agredido na cidade litorânea de Santos, no litoral paulista, durante um ato político realizado no sábado anterior.

Solidariedade e ato de generosidade

Em conversa concedida à CNN Brasil, o pai do rapaz explicou que, embora o assunto nunca tivesse sido debatido em vida com o estudante, a família teve a certeza de que ele aprovaria a iniciativa de salvar outras vidas.

“A decisão foi de todos da família, pois ele era tão bom que de onde ele estiver, seria a vontade dele também, de ajudar o próximo”, afirmou o pai de Marcelo.

Transplantes realizados

De acordo com os relatos da família, nenhuma restrição foi imposta em relação à destinação dos órgãos. O procedimento possibilitou o aproveitamento do rim, do pâncreas, do fígado e das córneas, salvando e beneficiando quatro pessoas que estavam na lista de espera por um transplante.

Despedida e trajetória acadêmica

O sepultamento de Marcelo ocorreu na última quarta-feira no Cemitério Congonhas, situado na zona sul da capital do estado. Ele era graduado em Engenharia Ambiental e cursava o mestrado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Entenda o contexto da agressão

O crime aconteceu na noite de sábado, na altura da avenida Conselheiro Nébias, em Santos. O engenheiro integração a banda Esquerdantina, que se apresentava durante uma manifestação política em prol da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

Conforme dados repassados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o jovem distanciou-se do grupo de colegas para utilizar o banheiro, momento em que foi interceptado por criminosos que subtraíram seus pertences e o espancaram.

Como ele demorou a retornar, os amigos iniciaram as buscas e o acharam desacordado. O Samu prestou os primeiros socorros e o levou para a Santa Casa de Santos. Mais tarde, ele foi transferido para o Hospital São Paulo, vinculado à Unifesp, onde a morte encefálica foi constatada na segunda-feira devido a graves traumas cranianos.

Investigação policial

A Polícia Civil já capturou dois adolescentes suspeitos de envolvimento no episódio de violência. Até o momento, as autoridades identificaram cinco menores de idade e dois adultos com suposta participação no crime.

O caso foi inicialmente tratado como latrocínio, que consiste em roubo seguido de morte. Enquanto o pai da vítima levanta a hipótese de uma motivação política e homofóbica por trás do ataque, a Polícia Civil segue investigando todas as circunstâncias e busca localizar os demais envolvidos por meio do registro feito no Centro de Polícia Judiciária de Santos.

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