O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump levantou dúvidas sobre a lisura dos processos eleitorais em três estados do país. As declarações foram feitas durante um comício realizado em Iowa, onde ele também acusou os democratas de irregularidades e fez críticas a comunidades imigrantes.
Acusações contra imigrantes somalis
Em seu discurso na cidade de Dubuque, o político alegou que o grupo estaria tentando interferir na política local e influenciar os resultados nas urnas. “Há grupos enormes de somalis indo para Ohio, tentando interferir nas eleições e começando a formar suas comunidades aqui. Nós não os queremos”, declarou Trump no domingo. Sobre a população imigrante somali de Minnesota, ele acrescentou: “Eles votam exatamente como lhes mandam votar.” Até o momento, não existem evidências que sustentem tais afirmações.
Suspeitas sobre o Alasca e o Partido Democrata
O republicano também direcionou críticas ao Alasca, afirmando que os adversários políticos se envolveram em fraude eleitoral. A acusação envolveu a suposta coordenação para o lançamento de um candidato com o objetivo de fragmentar a votação no estado. As declarações vieram a público logo após a rejeição, por parte de um juiz federal, de uma ação judicial do Departamento de Justiça que tentava adiar a certificação da eleição para o Senado no Alasca. Na ocasião, o político reforçou a tese de que a candidata democrata, Mary Peltola, deveria enfrentar processos judiciais, afirmando: “Não podemos permitir que esse comportamento continue em nossas eleições”.
Posicionamento sobre os resultados
Questionado anteriormente sobre a aceitação dos desfechos das disputas nas urnas, o político impôs uma condição para reconhecer os vencedores. “Respeitarei se forem eleições honestas, sim”, respondeu na semana passada.
As manifestações ocorrem em um cenário de forte polarização política e intensa discussão sobre as regras que regem o sistema de votação norte-americano, levantando debates contínuos sobre a credibilidade do processo democrático no país.