Wagner Neto avalia deixar o Solidariedade de olho em nova sigla

O deputado estadual Wagner Neto, representante de Itapuranga na Assembleia Legislativa, deve deixar o Solidariedade em breve ou no próximo ano. Conforme avaliação de parlamentares da Casa, a permanência do político na legenda é improvável.

Bastidores da mudança partidária

A equipe de reportagem tentou contato com o parlamentar por meio de mensagens via WhatsApp, mas não obteve retorno até o fechamento da coluna. Conforme relatado por um colega de parlamento, Wagner quase não atende ao telefone.

Apesar de o calendário eleitoral prever a próxima janela partidária apenas para o primeiro semestre de 2030 — sem previsão de janela em 2024 ou 2027 —, o deputado poderá se desligar da sigla atual sem o risco de perder o mandato. Isso ocorre porque a legenda não atingiu as exigências da cláusula de desempenho eleitoral, registrando votação muito baixa em âmbito nacional, assim como sua federação, o PRD.

Critérios da cláusula de barreira

A legislação eleitoral estabelece regras rígidas para que as siglas superem a cláusula de barreira. Conforme as diretrizes oficiais:

Para atingir a cláusula no pleito deste ano, os partidos ou federações precisam cumprir pelo menos um de dois critérios:

por votação: (é) necessário obter ao menos 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal e alcançar pelo menos 1,5% dos votos válidos em pelo menos nove unidades da Federação (incluindo o Distrito Federal);

por cadeiras: eleger ao menos 13 deputados federais, distribuídos por pelo menos nove unidades da Federação (incluindo o Distrito Federal).

Novos rumos políticos

Embora a permanência no Solidariedade ainda seja uma alternativa para o político, a desfiliação pode ocorrer a qualquer momento sem qualquer tipo de penalização jurídica ou perda do cargo eletivo.

Diante da possibilidade de mudança, diversas legendas já manifestaram interesse em contar com o passe do parlamentar. Entre as principais alternativas cotadas no cenário político estão o União Brasil, o MDB, o PP e o PSD.

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