Um vídeo gravado pelo youtuber Helder Maldonado, integrante do canal Galãs Feios, gerou forte indignação no cenário político nacional ao incentivar militantes petistas a atacarem templos religiosos e destruírem símbolos estrangeiros.
Declarações polêmicas nas redes sociais
Na gravação que viralizou na internet após o término do pleito eleitoral, o criador de conteúdo abordou o resultado das urnas e direcionou ataques diretos à comunidade religiosa. Helder Maldonado declarou: Tem bandeirinha de Israel na tua [sic] igreja? Tem? Tá preso, caralho, além de classificar como traidor da pátria quem exibe o emblema em locais de culto. Em outro trecho da transmissão, o influenciador afirmou: Bandeirinha de Israel. Só tem duas formas aqui nesse país, a partir de agora. Ou você tira ou a gente bota fogo, porra.
Comentando a disputa presidencial e citando o senador Flávio Bolsonaro, o comunicador sustentou que o grupo político derrotou uma visão de sociedade que, segundo sua visão, precisa ser combatida. O ativista político mencionou os evangélicos como alvos dessa oposição e criticou o que denominou de projeto estrangeiro no território brasileiro.
Reação contundente do Congresso Nacional
Diante da repercussão do material audiovisual, a Frente Parlamentar Brasil-Israel e os blocos evangélicos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal uniram-se para publicar uma nota oficial de repúdio no dia 30 de novembro.
Os parlamentares assinaram um documento criticando severamente a postura do influenciador digital. Na nota conjunta, os legisladores pontuaram: É inadmissível que líderes religiosos e comunidades de fé sejam alvo de manifestações de intolerância e incitação à violência em razão de suas convicções ou dos símbolos que adotam.
Proteção constitucional aos templos e crenças
O texto elaborado pelas frentes do Legislativo também resgatou as garantias fundamentais previstas na Carta Magna para resguardar o exercício da fé no país. Os signatários destacaram que A Constituição Federal assegura a liberdade de crença, o livre exercício dos cultos e a proteção aos locais de culto e suas liturgias, garantias que devem ser respeitadas.
O ofício foi formalmente subscrito pela deputada Carla Dickson (PL-RN), pelo senador Carlos Viana (PL-MG) e pela deputada Greyce Elias (PL-MG), que exigiram uma investigação imediata dos fatos por parte dos órgãos competentes da Justiça e da segurança pública.
Dias antes da manifestação oficial do parlamento, o próprio autor das declarações já havia utilizado a plataforma X para disparar críticas contra a exibição de símbolos estrangeiros. Na ocasião, classificou a exposição como fruto de um suposto colonialismo mental e alegou, sem apresentar evidências concretas, a existência de uma operação coordenada por agências de inteligência internacionais.