O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) anunciou neste domingo, 1º, a intenção de disputar a Presidência da Câmara dos Deputados em 2027 caso a sua legenda não lance um nome competitivo para o pleito. Por meio de um vídeo veiculado em sua conta no Instagram, o parlamentar catarinense comunicou que já orientou a sua assessoria a estruturar uma campanha e disparou críticas contra o atual chefe da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Críticas a Hugo Motta e recusa a acordos
Na manifestação divulgada na internet, o parlamentar deixou claro que rejeita composições com a atual gestão e negou qualquer possibilidade de aliança em troca de nomeações. “Minha posição está definida: não contem com meu apoio a Hugo Motta ou Davi Alcolumbre como parte de acordos por cargos e conveniências políticas”, declarou. Além disso, o deputado utilizou termos duros ao se referir ao comando atual: “Não vou ser governado por um presidente frouxo, mole como o Hugo Motta”, afirmou no registro em vídeo, complementando por escrito na nota oficial: “Se o PL não apresentar um candidato competitivo à Presidência da Câmara dos Deputados, eu serei candidato”.
Cenário da eleição e articulações políticas
O pleito para definir o comando da Casa legislativa está agendado para fevereiro de 2027. Atualmente, Hugo Motta trabalha na consolidação de apoios e já conta com o respaldo oficial de siglas que somam 338 parlamentares na próxima legislatura, superando a marca de 257 votos exigida para a vitória em turno único. A coalizão do atual presidente abrange partidos tanto do Centrão quanto da esquerda.
O posicionamento do Partido Liberal
Apesar de contar com a maior bancada da nova legislatura, totalizando 121 assentos, o PL ainda não definiu quem representará a sigla na disputa pelo comando da instituição. A definição sobre a estratégia partidária deve ocorrer durante uma reunião da bancada agendada para a próxima quarta-feira, 4 de novembro. Até o momento, o movimento de Zé Trovão é considerado uma iniciativa isolada e estritamente dependente dos rumos que a legenda adotará.
De acordo com o deputado, a corrida pelo comando do parlamento envolve pautas caras ao seu grupo político, a exemplo do futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro e a situação jurídica dos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. O parlamentar ressaltou que seguirá atuando em favor da soltura de Bolsonaro e dos detidos por meio de instâncias legais e constitucionais, reforçando a defesa de bandeiras como a liberdade e a família.