O advogado Raphael Brito Smith da Silva, conhecido por atuar na defesa do traficante Fernandinho Beira-Mar e de seus familiares, tornou-se alvo de pelo menos duas investigações criminais no estado do Rio de Janeiro. Clientes o acusam de receber pagamentos por serviços jurídicos que jamais foram realizados, o que também motivou a abertura de um processo ético-disciplinar na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro.
Prejuízos com pensão alimentícia e imóveis
Em um dos episódios relatados à polícia, um músico perdeu a quantia de R$ 11 mil ao contratar o profissional para regularizar o pagamento de pensão alimentícia de sua filha. A vítima acreditava que os valores repassados eram depositados em uma conta judicial, mas descobriu a fraude quando a mãe da criança cobrou três meses de atraso. O caso foi registrado na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, como apropriação indébita, contando com acompanhamento do Ministério Público.
Indiciamento por estelionato e patrocínio infiel
Outra ocorrência, datada de 2025, envolve uma mulher que desembolsou mais de R$ 4 mil em honorários e taxas para mover uma ação contra uma imobiliária, além de entregar a chave de um apartamento ao defensor. Após receber mensagens falsas de que o caso estaria com uma juíza, ela descobriu que o processo nunca foi protocolado e acabou bloqueada no aplicativo de mensagens. A 52ª Delegacia de Polícia, em Nova Iguaçu, concluiu o inquérito em julho de 2025 e indiciou o advogado por estelionato e patrocínio infiel.
Histórico de investigações anteriores
Com registro considerado regular na OAB-RJ, Brito Smith da Silva atua na defesa de Beira-Mar em tribunais federais e também representa parentes do criminoso. O histórico criminal do defensor, contudo, inclui um indiciamento em agosto de 2023 por estelionato e tráfico de influência pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.
Naquela ocasião, a polícia apontou que ele abordava alvos de operações policiais exigindo valores para verificar situações jurídicas e prometendo soluções para inquéritos mediante o pagamento de até R$ 250 mil. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no escritório dele na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, resultando na apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.