Alta procura por posse de Lula faz PT articular caravanas para Brasília

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais provocou um salto expressivo na procura por voos para Brasília. A intenção dos eleitores é acompanhar de perto a cerimônia que marcará o início do quarto mandato presidencial, agendada para o dia 5 de janeiro.

Disparada nos preços de passagens e excursões

Dados de plataformas especializadas apontam um encarecimento expressivo nas passagens aéreas para a capital federal na véspera do evento. Enquanto a tarifa média em janeiro de 2026 ficava em torno de R$ 444,63, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), voos diretos saindo de São Paulo já alcançam a casa dos R$ 1.500. A alta também foi registrada em capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Belém. Nas redes sociais, excursões organizadas para a data variam de R$ 390 a R$ 2 mil.

Nova data e articulação do Partido dos Trabalhadores

Pela primeira vez na história recente, a solenidade ocorrerá em 5 de janeiro, rompendo com a tradição de 1º de janeiro mantida desde a Constituição de 1988. A alteração foi promovida por uma Emenda Constitucional de 2021 com o objetivo de facilitar a presença de chefes de Estado internacionais, incluindo nomes como o chileno José Antonio Kast, além dos convites previstos para Donald Trump e Javier Milei.

Mobilização popular e diretrizes partidárias

Diante do cenário de alta procura, a cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores orientou os diretórios estaduais e municipais a se articularem com antecedência para estruturar caravanas. A legenda avalia que a ocasião terá um peso simbólico gigantesco.

Expectativa de público no Distrito Federal

O presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, destacou o papel do diretório local na recepção das caravanas vindas de todo o país e projetou um público expressivo, possivelmente superando os 300 mil presentes na posse de 2023.

“A mudança da data para 5 de janeiro facilita o planejamento de quem pretende viajar a Brasília. Além disso, a possibilidade de ser a última posse de Lula, confere um simbolismo especial à ocasião. Soma-se a isso o entusiasmo decorrente da mobilização popular que marcou a reta final das eleições”, declarou Sigmaringa.

Enquanto a militância e os partidos aceleram os preparativos, o Palácio do Planalto ainda não iniciou formalmente a organização da cerimônia. O chefe do Executivo tirou dias de descanso após o pleito e deve retomar a pauta administrativa e os preparativos oficiais para o evento após retornar de uma agenda internacional na Turquia e nas Filipinas.

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