Água mineral passa a ter escolta policial no Ceará após ameaças de facção

A cidade de Banabuiú, localizada no Sertão Central do Ceará, iniciou o último sábado (31.out.2026) com um esquema de escolta policial para garantir a comercialização de água mineral. A intervenção estatal ocorreu após comerciantes locais suspenderem a venda de garrafões devido a intimidações enviadas por uma facção criminosa, o que gerou longas filas de moradores em busca de suprimentos essenciais pela manhã.

Operação conjunta de abastecimento

Para restabelecer o fornecimento no município, a operação uniu esforços da Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) e das Forças de Segurança, sob a coordenação da SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social).

“A Cagece realiza a coleta dos garrafões com água nos fornecedores e os transporta até o município de Banabuiú. Essa logística conta com o aporte das Forças de Segurança para que essa comercialização seja feita com tranquilidade”, afirmou a SSPDS em nota.

O patrulhamento ostensivo na região foi reforçado com a atuação de viaturas do POG (Policiamento Ostensivo Geral), da FT (Força Tática) e do Motopatrulhamento. A expectativa é que a operação com escolta permaneça ativa nos próximos dias, mantendo-se até que o cenário de segurança na comercialização local seja totalmente estabilizado.

Extorsão e prisões

As ameaças aos comerciantes começaram a circular em 19 de outubro de 2026 por meio de mensagens de extorsão intituladas “Edital Banabuiú” e assinadas pela “Diretoria de Banabuiú”, ligadas ao Comando Vermelho. Os textos determinavam que a distribuição de água só poderia ocorrer com o aval do grupo e impunham o pagamento de R$ 750 semanais por estabelecimento.

Ação policial contra agiotas

Como resposta à onda de extorsões, três homens foram presos em 22 de outubro de 2026. Os suspeitos foram identificados como Cícero Kevin Gomes Farias, Francisco das Chagas de Lima da Silva e Carlos Fernando da Silva Andrade. Conforme as investigações, o trio atuava no agiotismo e recolhia o dinheiro exigido pela facção.

Com os suspeitos, as autoridades apreenderam um revólver calibre 38, munições, seis aparelhos celulares, um notebook e valores em dinheiro. O caso segue em apuração com o suporte da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e novas ordens de prisão continuam em aberto para desarticular totalmente a rede criminosa na região.

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