Os brasileiros já podem iniciar pelo celular o processo de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo documento que substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG). Embora o agendamento possa ser feito de forma digital, é importante ressaltar que a etapa final do atendimento, que inclui a coleta de dados biométricos, permanece presencial.
O que muda com a CIN
A principal alteração é a adoção do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. Essa mudança visa unificar os registros dos cidadãos brasileiros e combater fraudes. O documento conta com tecnologias avançadas, como o QR Code, que segue padrões internacionais e permite a verificação rápida de autenticidade e segurança dos dados.
Como realizar o agendamento
Para solicitar o documento, o cidadão deve acessar o portal do órgão de identificação civil do seu estado ou o sistema indicado pelo governo local. No portal, é necessário preencher as informações pessoais, escolher a unidade de atendimento mais próxima e definir a data e o horário para o comparecimento. Vale lembrar que a primeira via física da CIN é gratuita em todo o país.
Documentação necessária
Ao comparecer ao posto de atendimento, é preciso apresentar os documentos originais, como:
- Certidão de nascimento (para solteiros) ou casamento (para casados, divorciados ou viúvos);
- CPF regularizado;
- Comprovante de residência atualizado, caso a legislação estadual exija.
Validade e entrega domiciliar
A substituição pelo modelo antigo não é imediata. O RG tradicional permanece válido até 28 de fevereiro de 2032. A partir de 1º de março de 2032, a CIN se torna o documento padrão. O prazo de validade da nova identidade varia conforme a faixa etária:
- 5 anos para crianças de até 11 anos;
- 10 anos para pessoas entre 12 e 59 anos;
- Validade indeterminada para idosos com 60 anos ou mais.
Alguns estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, já oferecem a conveniência de enviar o documento pelos Correios. Em Minas, o prazo é de 15 dias úteis, enquanto no Rio o serviço é gratuito e, em São Paulo, há cobrança de taxa.