O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) manifestou a intenção de disputar a presidência da Câmara dos Deputados caso sua legenda decida não lançar um nome para rivalizar com Hugo Motta (Republicanos-PB). O anúncio foi feito por meio de um vídeo veiculado em plataformas digitais no último domingo, 1º.
Críticas severas à liderança e recusa a acordos
No material audiovisual, o parlamentar desferiu ataques contra o atual chefe da Casa legislativa e deixou claro seu posicionamento contrassenso a essa gestão. “Eu não vou ser governado por um presidente frouxo, mole, como o Hugo Motta”, declarou.
Ademais, o político catarinense mencionou indiretamente o senador Davi Alcolumbre (União-AP), dirigente do Senado. Rejeitando a justificativa de que o porte das bancadas partidárias imporia alianças estratégicas, ele pontuou que não aceita pactos políticos e afirmou que não é obrigado a apoiar “vagabundo nem para presidente da Câmara, nem para presidente do Senado”.
Fator Bolsonaro e presos do 8 de janeiro na disputa
Para o deputado, as negociações de cargos nas mesas diretoras não devem se sobrepor aos interesses ideológicos do grupo, rechaçando qualquer aproximação com parlamentares alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Argumentos do parlamentar
“Tem muita coisa em jogo! Tem a liberdade do presidente Bolsonaro, tem a liberdade dos presos do 8 de janeiro”, justificou o congressista durante a gravação.
As movimentações ocorrem no contexto prévio à sucessão na Mesa Diretora da Câmara, cuja votação ocorrerá em fevereiro de 2027. Enquanto a cúpula do PL ainda agendou uma reunião para deliberar sobre uma possível candidatura própria na quarta-feira 4, a campanha de Hugo Motta já contabiliza o respaldo de legendas que somam 338 parlamentares para a próxima legislatura — superando os 257 votos mínimos necessários, ao passo que o partido liberal contará com 121 cadeiras, constituindo o maior bloco da casa.