Consórcio paulista assume fundo imobiliário de Goiás por R$ 58,9 milhões

A gestão do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) criado pelo governo de Goiás ficará a cargo do Consórcio Rio Bravo HGI, grupo sediado em São Paulo que venceu o processo licitatório com uma proposta de custo global fixada em R$ 58,9 milhões.

Economia na licitação e próximos passos do contrato

O montante apresentado pelo grupo paulista ficou aproximadamente 24% abaixo da previsão inicial estipulada pelo edital, que era de R$ 77,7 milhões. A assinatura oficial do acordo está prevista para acontecer ainda no mês de novembro, logo após o retorno do governador em exercício das férias. O certame contou ainda com a participação do Consórcio Fundo Imobiliário Goiás, encabeçado pela VCM Gestão de Capital Ltda.

Critérios técnicos e exigências da CVM

Realizada na modalidade de concorrência com avaliação baseada em técnica e preço, a disputa exigiu rigorosos requisitos das empresas concorrentes. Foram pontuados aspectos como o histórico na administração de fundos, o montante financeiro sob custódia e a qualificação dos profissionais envolvidos. Além disso, as companhias precisavam apresentar, obrigatoriamente, cinco anos de atuação no mercado e situação regularizada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Estruturação e prazo de funcionamento

Conforme esclarecimentos da Secretaria Estadual de Administração (Sead), a quantia de R$ 58,9 milhões representa a estimativa de pagamento pelos serviços de administração ao longo dos 13 anos previstos para a duração do FII. O custeio integral será arcado pelo próprio fundo, tendo o Estado de Goiás como seu único cotista. A pasta destacou que o contrato inicial possui vigência máxima de quatro meses voltada estritamente à fase de constituição e organização do projeto, cuja operação completa se estenderá por mais de uma década.

Aprovada pela Assembleia Legislativa (Alego) em meados de junho, a iniciativa surgiu com o objetivo de conferir utilidade econômica aos bens públicos. Na justificativa oficial, o governo apontou que o “Estado de Goiás possui expressivo acervo imobiliário, com imóveis de características diversas, e muitos deles estão desocupados, subutilizados ou irregularmente ocupados.” Caberá exclusivamente à empresa vencedora realizar o levantamento técnico para definir quais propriedades integrarão de fato o patrimônio do fundo.

Deixe um comentário