Corpo carbonizado some do IML de Suzano antes de velório

Os restos mortais de Kewin dos Santos Nunes, de 22 anos, sumiram do Instituto Médico Legal de Suzano, localizado na Região Metropolitana de São Paulo. O desaparecimento do corpo foi descoberto no sábado (31), no momento em que os colaboradores de uma agência funerária compareceram ao local para realizar a retirada com o objetivo de realizar o velório, que estava agendado para as 10h do domingo (1º). Devido ao sumiço, a cerimônia de despedida precisou ser cancelada.

Histórico do desaparecimento e identificação

O jovem estava desaparecido desde o dia 7 de agosto. Pouco mais de duas semanas depois, em 23 do mesmo mês, um corpo carbonizado foi localizado no interior de um veículo incendiado na estrada José da Conceição, situada no município de Suzano. A confirmação oficial da identidade da vítima ocorreu posteriormente por intermédio de um exame odontológico conduzido pelo setor de Antropologia Forense na capital paulista.

Liberação e surpresa no instituto

De acordo com o relato da mãe, Patrícia dos Santos Nunes, o IML comunicou no dia 27 de outubro que os restos mortais haviam retornado do processo de perícia e estavam devidamente liberados para a realização do sepultamento. Diante do aviso, os familiares agilizaram a documentação necessária e contrataram os serviços de uma funerária, mas acabaram enfrentando uma grave falha na prestação do serviço e desencontro de informações.

Busca por esclarecimentos

Patrícia esteve pessoalmente no instituto em busca de respostas, contudo, não obteve justificativas claras sobre o paradeiro dos restos mortais. A mãe relatou que o diretor do IML prometeu realizar uma varredura minuciosa nos registros de retirada de corpos, além de contatar a empresa terceirizada encarregada da coleta de resíduos para checar se houve algum despacho equivocado do material.

Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou que a unidade de Suzano formalizou um boletim de ocorrência sobre o caso. A pasta acrescentou que os órgãos competentes vão averiguar os controles internos e o fluxo de encaminhamento do material, assegurando a preservação da cadeia de custódia e o cumprimento de todas as normas legais e sanitárias vigentes.

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