Eleições nos Estados Unidos colocam em risco a maioria de Trump no Congresso

Os Estados Unidos realizam, nesta terça-feira, 3, uma eleição que poderá mudar os rumos do governo de Donald Trump. Embora o presidente republicano não esteja entre os candidatos, o resultado das chamadas midterms, eleições de meio de mandato, determinará a força política que ele terá no Congresso durante os próximos dois anos. Mais de 50 milhões de americanos já participaram da votação antecipada, definindo a composição de 435 cadeiras na Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e o comando executivo em 36 estados.

O desgaste político e a popularidade do presidente

O cenário preocupa os principais líderes republicanos. Levantamentos recentes mostram que o Partido Democrata possui chances reais de retomar o controle da Câmara, enquanto a vantagem na câmara alta também está ameaçada. Tradicionalmente, essa votação funciona como um termômetro para a administração federal. Uma pesquisa divulgada na véspera apontou que apenas 32% dos americanos aprovam a gestão atual, índice que pode influenciar diretamente o desempenho dos aliados do presidente nas urnas.

Disputas acirradas e movimentação bilionária

As projeções indicam um ambiente favorável à oposição na Câmara, com institutos apontando forte probabilidade de vitória democrata. No Senado, a disputa permanece equilibrada em estados estratégicos como Texas, Ohio e Pensilvânia. Para alcançar a maioria sem depender de desempates, os democratas precisam atingir 51 assentos, enquanto a base governista aposta na prerrogativa do vice-presidente J.D. Vance para manter o controle em eventuais empates.

Recorde de arrecadação financeira

A corrida legislativa bateu recordes de investimento financeiro. Dados da Comissão Eleitoral Federal apontam que as campanhas arrecadaram mais de US$ 15 bilhões. Enquanto os democratas lideraram a captação direta em dezenas de disputas senatoriais, organizações externas e grandes doadores, incluindo o empresário Elon Musk e o próprio comitê ligado a Trump, injetaram centenas de milhões de dólares em publicidade e mobilização.

Diferentemente do modelo brasileiro, o país norte-americano não possui um órgão centralizador para a apuração, fazendo com que cada estado conduza sua contagem. Devido ao alto volume de votos pelo correio e à margem estreita em várias regiões, a definição oficial sobre qual partido comandará o Legislativo federal poderá demorar alguns dias, ditando o ritmo político do país até o final do mandato presidencial em janeiro de 2029.

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