O estado de Goiás registrou um crescimento expressivo de 43,3% nas matrículas voltadas para atividades físicas adaptadas em 2026, contabilizando 258 registros frente aos 180 do ano anterior, o que representa um acréscimo de 78 novos adeptos. Paralelamente ao salto no engajamento, a oferta passou de seis para oito opções com a chegada da paradança e do basquete em cadeira de rodas, contemplando participantes em sete cidades goianas.
Modalidades mais procuradas e novas adesões
Entre as alternativas disponíveis, a paranatação lidera com folga a preferência dos inscritos, reunindo 113 registros, o que corresponde a 43,8% do total geral. Em seguida, destacam-se a bocha com 34 pessoas e o paratletismo com 27 participantes. Os dados da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) também apontam 20 nomes no basquete em cadeira de rodas, 19 no parabadminton, 18 no futsal paradesportivo, 15 no vôlei sentado e 12 na paradança, totalizando 32 adeptos apenas nas estreias do programa.
Interiorização e impacto social das atividades
A descentralização das ações é outro destaque, com núcleos em funcionamento em Rio Verde, Itapaci, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Inhumas, Silvânia e Senador Canedo. Para o secretário Welington Peixoto, o resultado reflete uma mudança estrutural iniciada em 2019. “O Governo de Goiás promoveu uma verdadeira revolução no paradesporto a partir de 2019. A criação de uma superintendência exclusiva dentro da secretaria foi decisiva para a ampliação das ações no setor, usando o paradesporto como ferramenta de transformação social e inclusão, mas também estimulando o desenvolvimento de atletas de alto rendimento”, afirmou.
Benefícios para a autonomia e capacitação
O projeto busca incentivar a prática regular e ampliar o acesso a espaços de lazer, favorecendo o ganho de autonomia e o fortalecimento de vínculos comunitários entre os frequentadores. Além disso, a Superintendência de Paradesporto e Fomento Esportivo atua na preparação e qualificação de profissionais da área para garantir um atendimento adequado às demandas específicas de cada participante e assegurar a longevidade das iniciativas.
Com a expansão de modalidades individuais e coletivas, a iniciativa consolida o papel do esporte como instrumento de inclusão social e desenvolvimento humano para pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade no estado.