O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio, com ressalvas, à avaliação do vice-presidente JD Vance de que a guerra com o Irã foi o motivo pelo qual os republicanos perderam as eleições de meio de mandato.
Impacto econômico e eleitoral
Questionado no salão de festas da Casa Branca sobre a declaração de seu vice, o mandatário americano pontuou: “Acho que isso é, em grande parte, verdade, porque, no curto prazo, fez o preço da gasolina subir um pouco”.
Em uma longa postagem nas redes sociais realizada na quarta-feira (4), Vance afirmou que o “verdadeiro motivo da nossa derrota é óbvio para quase todo mundo”, associando diretamente as perdas expressivas do Partido Republicano ao confronto com o governo iraniano.
Defesa da decisão estratégica
Apesar de reconhecer os reflexos negativos nas urnas, Trump defendeu a ofensiva militar e garantiu que não mudaria suas escolhas. “Ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer tudo de novo, faria novamente, porque, a longo prazo, essa é a única solução”, continuou Trump. “Não se pode permitir que o Irã tenha uma arma nuclear.”
Vance também ponderou sobre a dimensão do revés político: “Se você quiser argumentar que valeu a pena — que perder o Senado pelos próximos seis anos valeu a pena —, então fique à vontade”, escreveu Vance. “Argumente que foi um preço que valeu a pena pagar. Concordando ou não, pelo menos é uma postura honesta.”
Repercussão na Casa Branca
O presidente assegurou que não demonstrou surpresa diante do posicionamento público de seu vice e avaliou o manifesto de forma positiva.
“Eu sei o que ele pensa a respeito. Acho que… acho que não tem problema”, disse ele.
“Achei que foi bom. Nós sabíamos disso. Eu sei disso. Eu já sabia disso quando tomei a decisão; impedimos que eles tivessem uma arma nuclear, e eles jamais terão uma arma nuclear”, afirmou.
Ao ser questionado de forma direta se o confronto armado realmente compensou os custos políticos, Trump respondeu com um “sim” categórico e reforçou sua postura: “No que diz respeito a essa guerra, eu não teria feito nada diferente”.
“Quer dizer, não há outra escolha”, concluiu.