Saúde de Goiás prevê suplementação de R$ 919 milhões para 2027

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) indicou a necessidade de uma suplementação de R$ 919,3 milhões para manter o funcionamento dos serviços no ano de 2027. O anúncio foi feito pelo secretário Rasível dos Reis Santos durante a prestação de contas referente aos dois primeiros quadrimestres de 2026, realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Orçamento e gestão de recursos

Durante a sessão na Alego, o titular da pasta explicou que a dinâmica financeira do setor exige constantes adaptações e remanejamentos. “A gente tem uma suplementação necessária que é de R$ 919,3 milhões”, afirmou Rasível, complementando que “O orçamento da saúde é diferente porque a gente faz cancelamentos, anulações e remanejamentos para utilizar o máximo possível dos recursos disponíveis”.

A projeção, contudo, gerou debates entre os parlamentares. O deputado estadual Antônio Gomide (PT) criticou a discrepância entre os valores previstos para o próximo ano e os montantes executados em 2026, avaliando que a necessidade real de suplementação poderá ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões. Em contrapartida, o líder do governo, deputado Talles Barreto (UB), destacou que os aportes estaduais superam o mínimo constitucional de 12%, ficando próximos de 16% em 2026 e estimados em 12,5% para 2027.

Avanços na regionalização e metas assistenciais

Um dos principais pontos abordados na apresentação foi o fortalecimento da rede regionalizada. A meta de alcançar 70% das internações de urgência dentro das próprias macrorregiões foi superada, atingindo 80,86%. A estratégia busca aproximar o atendimento dos pacientes e otimizar a resolutividade nos municípios do interior goiano.

No que tange às cirurgias eletivas, o governo estadual trabalha para ampliar em 46% a realização desses procedimentos até 2027. A gestão planeja separar fisicamente os hospitais de urgência daqueles focados em eletivas, com novas estruturas sendo implementadas para reduzir o tempo de espera da população.

Cobranças e desafios na assistência

Apesar dos indicadores positivos em áreas como mortalidade infantil e cobertura da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), desafios persistentes foram debatidos, com destaque para a mortalidade materna. O secretário apontou que o estado busca atingir as recomendações internacionais e reduzir o índice para menos de 30 óbitos por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Ao final da apresentação, o secretário avaliou as ações da pasta e projetou as prioridades para o próximo período. “A saúde é um desafio realmente diário, igual ao nosso governador vem falando o tempo todo, mas a gente avançou muito na saúde aqui no Estado de Goiás”, declarou Rasível.

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