A taxa básica de juros no Brasil foi mantida em patamar elevado nesta quarta-feira (4). O cenário representa uma péssima notícia para a economia nacional, visto que o encarecimento do crédito funciona como consequência direta de decisões políticas, especialmente a prática crônica de gastar mais do que se arrecada por parte de sucessivas administrações federais.
O vício fiscal e a insustentabilidade econômica
Esse comportamento financeiro, ao qual a sociedade brasileira se habituou, mostra-se insustentável a longo prazo. Trata-se de uma realidade que a atual gestão federal tem evitado reconhecer. O presidente da República já demonstrou repetidamente resistência em compreender mecanismos econômicos elementares, mantendo a convicção equivocada de que a expansão do gasto público equivale ao próprio dinamismo da vida econômica.
Reação dos mercados e promessas contraditórias
Como consequência previsível, milhões de agentes econômicos reagiram com preocupação diante do quadro de desaceleração da atividade produtiva, inflação persistente e encarecimento do crédito. Em resposta, o Palácio do Planalto sinalizou que pretende conciliar promessas de campanha com as angústias da população em relação às finanças pessoais, sob o argumento de que as contas estatais estariam equilibradas.
A fatura do populismo fiscal
No entanto, as promessas eleitorais baseadas na expansão de despesas entram em conflito direto com a realidade orçamentária do país. O populismo econômico praticado seguidamente obedece a uma lógica conhecida, resumida na máxima de que “a festa é hoje. Alguém pagará a conta amanhã”.
Para viizar vitórias eleitorais, recursos foram alocados sem respaldo financeiro e promessas inalcançáveis foram firmadas. O custo dessa estratégia, contudo, recai sobre toda a população, afetando de forma mais severa os cidadãos de menor renda. Nesse contexto, a patamar elevado dos juros atua como uma antecipação amarga dessa fatura.