O jovem Kaio Kalton de Brito, de 24 anos, tornou-se réu na Justiça pelo ataque violento contra a professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG), Elizabeth Caramaschi. A denúncia oferecida pelo Ministério Público foi aceita pelo juiz Lourival Machado da Costa, titular da 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri da Comarca de Goiânia.
Acusações e enquadramento legal
O suspeito vai responder criminalmente por tentativa de homicídio qualificado, considerando o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo também inclui agravantes por o crime ter sido cometido contra uma pessoa com mais de 60 anos, além de acusação por resistência contra a Administração Pública.
O advogado Fabiano Barros, da Defensoria Pública, informou que, com o recebimento da denúncia, será aberto prazo para a apresentação da defesa. Nesse período, o acusado poderá constituir um advogado particular. Caso isso não ocorra, a Defensoria Pública continuará responsável pelo acompanhamento do processo. Segundo Barros, nessa hipótese, será agendada uma entrevista com Kaio na unidade prisional onde ele está detido, para ouvir sua versão sobre os fatos e definir a estratégia de defesa.
Detalhes da agressão no Setor Bueno
O caso ocorreu em 18 de outubro, por volta das 10h34, na Avenida T-10, localizada no Setor Bueno, na capital goiana. Na ocasião, a docente foi atacada com uma garrafa de vidro, sofreu ferimentos graves e precisou de socorro urgente. O autor foi preso em flagrante no mesmo dia e segue recluso desde então.
Avaliação psiquiátrica determinada
Junto com a aceitação da denúncia, o magistrado ordenou a abertura de um incidente de insanidade mental. O pedido foi feito pelo Ministério Público com base em declarações da mãe do investigado, que mencionou episódios anteriores em que o filho alegava escutar vozes e sofrer perseguição.
Investigação da sanidade
Informalmente, o próprio detido relatou aos policiais militares que cometeu a violência motivado por uma voz que ordenava o ataque, acreditando que era alvo de uma facção criminosa.
O exame pericial será executado em caráter de urgência pela Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), visto que o réu se encontra detido. A perícia tem a finalidade de avaliar se o indivíduo possuía capacidade de entender seus atos e se determinar no momento do crime. O juiz ainda designou a Defensoria Pública como curadora do investigado e solicitou os laudos oficiais do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística.