O grupo empresarial Lide, encabeçado pelo ex-governador paulista João Doria, optou por transferir o Summit Paraguay–Brasil, que estava agendado para o dia 13 de novembro na capital paraguaia. A decisão ocorre na sequência da saída do chefe de Estado do país vizinho, ficando a nova agenda estabelecida para o mês de janeiro de 2027, em dia exato a ser comunicado futuramente.
Impactos na programação oficial
A pauta original contava com a presença confirmada do ex-presidente do Brasil Michel Temer, além do próprio líder paraguaio. A cúpula servrones também para marcar a consolidação das atividades do Lide Paraguai, inaugurado em setembro de 2026 como a 35ª filial internacional da rede, com comando local atribuído ao empresário Paulo Thiago Fernandes.
Em nota oficial distribuída à imprensa, a organização declarou:
“Comunicamos o adiamento do Summit Paraguay – Brasil, previsto para 13 de novembro, em Assunção, em razão da renúncia do presidente Santiago Peña.
“O evento será reagendado para janeiro de 2027, em data que será informada brevemente.
“Permanecem os objetivos e os temas centrais do Summit, reafirmando o compromisso de reunir empresários brasileiros e paraguaios para fortalecer as relações econômicas bilaterais, ampliar oportunidades de negócios e contribuir para o desenvolvimento dos dois países.
“O Paraguai é um parceiro estratégico do Brasil, com uma relação bilateral pautada por fortes vínculos econômicos, energéticos, comerciais e geopolíticos, que se traduzem em agenda de cooperação e integração de grande relevância para ambas as nações”.
Instabilidade institucional e sucessão
A queda de Peña veio à tona em meio a um cenário de forte turbulência política e econômica, impulsionada pela intervenção sofrida pelo Ueno Bank, considerado o maior banco digital do território paraguaio. A entidade passou a enfrentar graves dificuldades após o repasse de financiamentos arriscados a companhias associadas aos seus controladores, abalando sua solidez financeira.
Desdobramentos legislativos
O escândalo gerou congelamento de ativos e investigações direcionadas à diretoria da companhia. Paralelamente, parlamentares intensificaram pressões pelo afastamento de Peña, apontando falhas de fiscalização por parte da gestão federal e de agências reguladoras.
Apesar de o dirigente ter anunciado sua saída voluntariamente, a Câmara dos Deputados do Paraguai votou pela aprovação do processo de impedimento, remetendo o caso para apreciação do Senado. Com o afastamento definitivo, a chefia do Poder Executivo deverá ser ocupada pelo vice-presidente Pedro Alliana.