Lula encerra reunião com equipe econômica sem medidas fiscais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu, nesta quinta-feira (5), um encontro estratégico com ministros, ex-gestores e economistas no Palácio da Alvorada. O objetivo central da reunião foi debater o cenário econômico atual, com foco especial nos impactos dos juros elevados e da pressão inflacionária dos combustíveis sobre o bolso dos brasileiros.

Foco em compromissos e ausência de medidas

Apesar da expectativa por anúncios relacionados ao controle das contas públicas, o governo evitou tratar de ações concretas de ajuste fiscal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o grupo prioriza a responsabilidade, destacando que “Não nos parece haver fórmula mágica e sim manutenção dos compromissos fiscais”.

De acordo com o titular da Fazenda, existe um entendimento comum entre os presentes sobre a importância de fortalecer as regras fiscais e assegurar a melhora do resultado primário durante os próximos anos. Junto ao ministro do Planejamento, Bruno Moretti, Durigan pretende realizar uma rodada de conversas com diversos setores da economia antes de levar propostas definitivas ao presidente, sem estabelecer um cronograma para tais anúncios.

Pressão do mercado e prioridades sociais

O governo enfrenta uma cobrança crescente do mercado financeiro, que exige um plano claro para conter a trajetória de crescimento das despesas públicas. A preocupação é acentuada pelo nível da dívida bruta, que alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, conforme dados do Banco Central.

Desafios no Orçamento

Mesmo sob pressão, a gestão petista mantém o objetivo de preservar promessas de campanha, incluindo a expansão do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior. Contudo, o governo ainda não detalhou como essas despesas serão acomodadas dentro do Orçamento federal.

A reunião contou com a presença de figuras centrais do governo e da economia, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ministras Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), além de nomes como Fernando Haddad, Guido Mantega, Aloizio Mercadante e os economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.

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