Um abaixo-assinado virtual organizado pelo vereador Fabrício Rosa (PT) para barrar a criação da Comenda Charlie Kirk na Câmara Municipal de Goiânia já superou a marca de 21,1 mil assinaturas. A mobilização também resultou no envio de mais de mil mensagens aos e-mails funcionais de cada um dos parlamentares da Casa.
Motivação da honraria e polêmica visual
A autoria do projeto de lei é do vereador Igor Franco (Podemos), que defende a criação da honraria para reconhecer anualmente personalidades, instituições e lideranças que se destacam na defesa dos valores conservadores, cristãos e da liberdade individual, e contribuem para o fortalecimento da democracia, da cidadania e dos princípios éticos. No entanto, a peça gráfica utilizada no protesto gerou forte mal-estar ao incluir a proibição de uma suástica e fotos comparativas com o ditador Adolf Hitler.
“A Câmara Municipal não é fã-clube de extremista. Honraria pública não é mimo ideológico de vereador”, escreveu em trecho da apresentação.
Ação judicial e tramitação na Câmara
Em resposta à peça digital, o vereador Igor Franco acionou a Justiça contra o parlamentar petista, argumentando que o conteúdo afeta negativamente sua imagem perante o eleitorado e exigindo a remoção imediata da postagem, além de multa diária.
O texto da comenda recebeu aprovação em primeiro turno no dia 29 de outubro, contando com os votos contrários de Fabrício Rosa e Aava Santiago (PSB). O ativista norte-americano homenageado era ligado ao grupo Turning Point USA e faleceu aos 31 anos, em setembro do ano passado, após ser baleado durante um evento universitário em Utah.
Histórico do ativista homenageado
Fundador da organização conservadora aos 18 anos, Charlie Kirk ganhou notoriedade por mobilizar eleitores jovens em favor de Donald Trump e por conduzir debates em universidades americanas. Ao longo de sua trajetória, acumulou diversas controvérsias e declarações polêmicas envolvendo minorias, mulheres, imigrantes e figuras históricas dos direitos civis.
A proposta legislativa agora segue para análise da Comissão de Cultura antes de retornar ao plenário para a votação em segundo turno, última etapa necessária para definir se a comenda será incorporada à lista de honrarias concedidas pelo Legislativo goianiense.