O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira, 5, o pedido da defesa do advogado Leonardo Palhares para a retirada de sua tornozeleira eletrônica e a suspensão da proibição de deixar a cidade de São Paulo.
Restrições mantidas e razões da defesa
Palhares é investigado sob a suspeita de envolvimento na ocultação de pagamentos a agentes públicos, fato apurado pela operação Compliance Zero, que investiga o escândalo ligado ao antigo Banco Master.
Para tentar reverter as medidas, a defesa argumentou que o investigado colaborou com as apurações e que as restrições impostas atrapalham o desempenho de sua profissão como advogado. Os defensores também destacaram a necessidade de ele prestar assistência à mãe, diagnosticada com câncer e um quadro grave de comprometimento neurológico, moradora de Nova Lima, em Minas Gerais.
Decisão e análise do STF
Apesar dos argumentos apresentados, o ministro seguiu o entendimento manifestado pela Procuradoria-Geral da República. O magistrado avaliou que ainda persistem os riscos de que o investigado interfira no andamento das investigações.
Cobrança de parecer sobre outros suspeitos
Em um segundo despacho emitido no mesmo dia, o presidente da Suprema Corte ordenou que a PGR apresente seus pareceres sobre os pedidos formulados pelo empresário Daniel Vorcaro e outros três alvos da apuração.
Outros investigados na mira da Corte
Além de Vorcaro, o procedimento atinge os requerimentos protocolados por Belline Santana, Marilson Roseno da Silva e Ana Cláudia Queiroz de Paiva.
As petições protocoladas buscam a revisão de prisões preventivas e a cassação de medidas cautelares diversas. Fachin estabeleceu ainda que a Procuradoria se pronuncie sobre quaisquer outras demandas correlatas que demandem apreciação urgente.