Um homem foi capturado na terça-feira (3), na cidade de Anápolis, sob a acusação de stalking e intimidação contra uma médica que o havia atendido em julho. O comportamento obsessivo começou logo após a consulta, momento em que o indivíduo passou a rastrear a profissional em diversos postos de atendimento e a disparar mensagens de cunho sexual e intimidador pela internet.
Investigação revela perfis falsos e abordagens em hospitais
Conforme apurado pela delegada Isabella Joy, o investigado persistiu nas tentativas de aproximação mesmo após ter sido bloqueado nas redes sociais e ter os pedidos de novos atendimentos recusados por ela. Para burlar o bloqueio, ele fabricou múltiplos perfis falsos, contabilizando pelo menos três contas usadas para importunar a vítima com comentários inadequados em suas publicações pessoais e mensagens diretas.
Além do assédio virtual, o homem frequentava os estabelecimentos de saúde onde a profissional cumpria plantões e chegava a agendar consultas com outros profissionais com o único propósito de colher informações sobre a rotina da médica. A investigação policial também apontou que, ainda no atendimento inicial, ele teria tocado na cintura da vítima de maneira indevida.
Mudança na rotina e prisão em flagrante
O medo constante fez com que a médica alterasse profundamente seus hábitos diários e profissionais. Temendo ser surpreendida pelo perseguidor, especialmente nos horários de saída durante a madrugada, ela passou a acionar o namorado para buscá-la no ambiente de trabalho.
O caso já havia sido levado ao conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde em 27 de outubro, data em que a Polícia Militar foi acionada, mas os agentes entenderam que não havia elementos legais para a condução imediata do suspeito naquele momento.
Desdobramentos do caso de stalking
A situação teve um desfecho policial quando o homem retornou à unidade de saúde onde a vítima laborava. Ao avistar o suspeito, a médica acionou prontamente a Polícia Militar, que efetuou a abordagem. Durante a ação, o homem negou as acusações de perseguição e teve sua identidade preservada pelas autoridades.
Diante da gravidade dos fatos, a profissional formalizou um pedido de medida protetiva de urgência para impedir qualquer tipo de aproximação ou contato futuro. A Polícia Civil informou que o indivíduo permanece sob custódia e responderá judicialmente pelos crimes de perseguição e ameaça.