Wall Street despenca em meio a forte onda de vendas de ações de inteligência artificial

As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta quinta-feira, 5, com uma onda de vendas de ações ligadas à inteligência artificial (IA). O movimento atingiu principalmente empresas de tecnologia, fabricantes de semicondutores e operadoras de centros de dados.

O Dow Jones caiu 3,44%, com perda de 1.833,06 pontos. O Nasdaq recuou 5,52%, em seu pior pregão desde abril de 2025, e entrou em território de correção, ao fechar mais de 10% abaixo do recorde de 6 de outubro. O S&P 500 perdeu 4,36%.

Entre as maiores quedas, a Nvidia desvalorizou 9,26%, enquanto o índice de semicondutores da Filadélfia recuou mais de 12%.

Os investidores avaliaram os possíveis efeitos das vitórias dos democratas nas eleições de meio de mandato sobre a regulamentação da inteligência artificial e a construção de centros de dados. Durante a campanha, alguns democratas defenderam restrições a novos projetos, em meio à preocupação com o aumento dos preços da eletricidade.

O analista Jakub Rochlitz, da eToro, relacionou a queda à mudança na percepção do mercado sobre o cenário político. Segundo ele, os investidores passaram a considerar que a expansão da infraestrutura de IA pode ficar mais lenta e cara.

Empresas de tecnologia também recuam

As perdas atingiram grandes empresas do setor. As ações da Meta caíram 3,96%, enquanto Amazon e Alphabet, controladora do Google, também fecharam em baixa.

Entre as operadoras de centros de dados, IREN, Applied Digital e Nebius Group perderam mais de 14% cada. GE Vernova e Constellation Energy, ligadas ao fornecimento de energia, também registraram quedas.

O Dow Jones caiu 3,44%, com perda de 1.833,06 pontos | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Tesla recuou 10,77%, enquanto a SpaceX perdeu 9,05%.

Para Jed Ellerbroek, gestor da Argent Capital Management, o mercado entrou em uma fase de liquidação de ações beneficiadas pelos investimentos em centros de dados, especialmente as de semicondutores. Em entrevista à Reuters, ele avaliou que a dimensão das oscilações foi desproporcional.

As perdas também aumentaram a preocupação com os mercados asiáticos. O Nikkei, do Japão, e o Kospi, da Coreia do Sul, que acumulavam ganhos superiores a 20% no ano, registraram quedas significativas nos pregões anteriores.

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