A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o uso do medicamento Gazyva (obinutuzumabe) no tratamento de adultos diagnosticados com nefropatia membranosa primária (NMp). A decisão foi tomada com base nos critérios de priorização da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.001/2025.
Como age o tratamento para a nefropatia membranosa primária
O fármaco funciona como um anticorpo monoclonal humanizado anti-CD20, atuando diretamente na redução dos linfócitos B. Com isso, o produto consegue diminuir a atividade autoimune típica da NMp, condição rara que provoca perda excessiva de proteínas pela urina, conhecida como proteinúria, e pode desencadear a síndrome nefrótica.
Riscos da doença renal e importância da remissão
Se não tratada adequadamente, a enfermidade tem potencial para evoluir para quadros graves, como a doença renal crônica e a insuficiência renal total. Por essa razão, especialistas apontam que alcançar a remissão completa é indispensável para proteger a função dos rins e assegurar melhores perspectivas de saúde a longo prazo para os pacientes.
Novas indicações para a saúde cardiovascular
Em paralelo à medida voltada aos rins, o órgão regulador também validou uma nova aplicação para o Repatha (evolocumabe). A substância passa a ser recomendada para pessoas com quadro de doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou de alto risco, visando diminuir os níveis de LDL-C, o chamado colesterol ruim, e atenuar os perigos associados.
O escopo da doença cardiovascular aterosclerótica abrange problemas graves como a enfermidade arterial coronariana, a condição cerebrovascular aterosclerótica e a patologia arterial periférica, que figuram entre os principais fatores de morbidade e mortalidade no país. Os detalhes completos da medida constam na Resolução 4.249/2026, veiculada em 28 de outubro no Diário Oficial da União.