Mais de 60 anos após a morte de Marilyn Monroe, a residência onde a atriz passou seus últimos meses de vida em Los Angeles, nos Estados Unidos, tornou-se o centro de um intenso conflito jurídico. Os atuais proprietários desejam demolir o imóvel, mas a prefeitura se opõe firmemente e determinou a preservação da estrutura como patrimônio histórico.
A única casa comprada pela estrela
Em fevereiro de 1962, a artista adquiriu a propriedade por US$ 77,5 mil. Trata-se de um bangalô construído na década de 1920 em estilo espanhol, marcando a primeira e única vez em que a estrela de Hollywood comprou um imóvel em seu próprio nome. Meio ano depois da aquisição, a celebridade faleceu no local em decorrência de uma suposta overdose de barbitúricos, transformando o endereço em um marco da cultura pop.
Planos de demolição e tombamento
No ano de 2023, Brinah Milstein e Roy Bank adquiriram o terreno por US$ 8,35 milhões com o objetivo de deitar a construção abaixo e expandir uma mansão vizinha. Embora tenham obtido licenças iniciais, o cenário mudou quando a vereadora Traci Park apresentou uma proposta para proteger o local, argumentando que menos de 3% dos marcos históricos de Los Angeles celebram o legado feminino.
Como resultado da mobilização, a residência foi oficialmente declarada marco histórico-cultural em junho de 2024, cancelando as autorizações para a demolição.
Ação na justiça e apelo dos donos
Diante das restrições, os compradores acionaram a Justiça federal com o apoio da Pacific Legal Foundation. A defesa sustenta que a medida municipal fere a Constituição dos Estados Unidos e gerou prejuízos com impostos, taxas jurídicas e segurança, além de atrair invasores e criminosos para a região.
A prefeitura de Los Angeles tenta o arquivamento do caso enquanto a edificação segue protegida, mantendo viva a memória de Marilyn Monroe apesar da oposição dos atuais donos.