Diversas redes de televisão europeias enfrentaram pânico e precisaram interromper suas programações ao vivo nesta sexta-feira (6.nov.2026) após serem alvos de ameaças de bomba. As mensagens recebidas continham o aviso de que “o relógio está contando”, mobilizando forças de segurança em diferentes países do continente.
Emissoras afetadas e varreduras
Entre os canais atingidos estão a RTE, da Irlanda, a britânica Sky e a búlgara Nova TV. Apesar da gravidade dos alertas e da necessidade de esvaziar os edifícios, as inspeções realizadas pelas autoridades policiais não encontraram nenhum material explosivo em nenhuma das sedes.
Na Irlanda, a RTE precisou substituir sua grade habitual por seleções musicais e comunicados gravados durante mais de três horas, retomando as atividades de forma externa. Já na Bulgária, a Nova TV passou por triagem completa da polícia e os profissionais puderam retornar aos escritórios sem que a transmissão fosse totalmente paralisada.
Conteúdo das mensagens enviadas
Os e-mails disparados para a RTE e para a Nova TV apresentavam o título “mensagem ao ocidente” e traziam a assinatura de Mikhail Andropov. O autor do texto se identificou como integrante da facção culpada pelos alarmes falsos em aeronaves comerciais registrados ao longo da mesma semana.
O texto enviado aos canais afirmava: “Queremos que o mundo inteiro saiba de nós, por isso um de nossos operativos plantou um dispositivo explosivo no seu prédio. Ele vai detonar em 45 minutos. O relógio está contando”. Em outro trecho, o e-mail completava: “Mas isso é só o começo. O que aconteceu esta semana é apenas uma pequena parte do que aguarda a Europa num futuro próximo”. Até o momento, a autoria dos ataques virtuais permanece desconhecida.
Investigação sobre os alertas falsos
O episódio desta sexta-feira ocorre na sequência de uma onda de blefes de bomba que afetaram voos comerciais em nações como Espanha, Finlândia e Sérvia, resultando em desvios de trajetórias, pousos forçados e varreduras rigorosas.
O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, declarou à rádio RTE que as autoridades locais ainda investigam se os incidentes com aviões e veículos de comunicação estão conectados a uma rede organizada ou se partem de agentes solitários.
“Isso ilustra como pode ser relativamente simples causar perturbação e minar o funcionamento normal da sociedade por meio de atividades não convencionais desse tipo, projetadas para gerar caos e provocar medo e ansiedade”, afirmou Martin logo após o retorno das transmissões habituais. “Precisamos manter a calma”, complementou.